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Passagem Secreta para um Futuro Alternativo – E se… A Capcom tivesse lançado seu próprio console?

Preparem-se para mais uma viagem a um universo paralelo, onde imaginamos: o que aconteceria se a história dos games fosse diferente? Voltando de novo à era dos 16 bits, na época da grande batalha dos consoles que se seguiu entre as décadas de 80 e 90, o que podemos imaginar se uma das maiores empresas de games, a CAPCOM, tivesse metido o pé na jaca e entrado nessa disputa?

Não deixe de ver esse vídeo para entrar no clima:

Entre aqui no nosso De Lorean e vamos voltar outra vez no tempo, na época em que Mega Drive e Super Nintendo se degladiavam para nosso delírio!

Como foi

Embora houvessem outros consoles, a disputa entre Mega Drive e Super Nintendo foi o que marcou a era dos 16 bits

Quem era criança ou pré-adolescente nos anos 90 sabe muito bem como foi acirrada a disputa entre Nintendo e  Sega. Após a Nintendo se sair melhor na batalha dos 8 bits, a Sega saiu na frente e lançou seu videogame 16 Bits, o Mega Drive, em outubro de 1988. Cerca de 2 anos depois, em novembro de 1990, a Nintendo lançaria o Super Famicom, mais tarde rebatizado de Super NES.  O Mega Drive prometia muita coisa: integração com seu console de 8 bits, joysticks mais ergonômicos, acessórios inovadores, games com capacidade sonora superior (“tal qual os arcades”) e altíssima velocidade de processamento (7,67 Mhz), que permitiria jogos sem aquelas chatíssimas falhas detestáveis que aconteciam nos videogames até então, a rolagem de tela leeeeenta (os famosos slowdowns). De fato, o Mega Drive e tornou um videogame icônico e fez bastante sucesso nos EUA, ainda mais depois de adotar um certo mascote azul rapidinho, que não coincidentemente remetia à velocidade de processamento do aparelho.

Realmente, o SNES tinha problemas com slowdowns, até porque seu processador alcançava, no máximo, 3,58 Mhz, praticamente metade do concorrente. Os acessórios inicialmente não eram tão numerosos e não havia retrocompatibilidade com o antecessor de 8 bits. Sem falar no absurdo atraso de 2 anos para lançar seu console. Tudo isso poderia ser um grande empecilho para o desenvolvimento e sucesso do SNes, mas a Nintendo atacou a tecnologia da concorrente com… burocracia: amarrou empresas produtoras de jogos parceiras nos famigerados Contratos de Exclusividade! Em termos simples, a Big N facilitava tudo para que jogos fossem produzidos para sua plataforma, pagava bem e tal, mas a produtora só poderia trabalhar com a Nintendo e seu console durante a vigência do contrato. Assim, empresas como Konami, Tecmo, Square, Koei, Midway e Enix ficaram amarradas à Nintendo um bom tempo, enquanto a Sega tinha que rebolar para lançar suas próprias novidades ou contar com a ajuda de thirdy parties menos conhecidas.

Street Fighter II foi o game que alavancou as vendas do Super Nes

Mas a reviravolta do SNES tem nome, e é  Capcom! A grande febre dos arcades na época era um game de luta que todo gamer sobre a face da terra queria ter no seu console caseiro, um tal  Street Fighter II! Para recuperar terreno perdido, a Nintendo investiu pesado no desenvolvimento da versão e fez um lançamento estrondoso, com a garantia de que, por no mínimo 1 ano, a concorrente não teria esse jogo na lista de seu console. As vendas nos EUA, até então baixas, foram alavancadas de tal maneira que logo a Nintendo empatou com a Sega no mercado gamer americano, numa disputa quase meio a meio. A partir daí, Nintendo passou a investir no hardware que tinha, inserindo processadores adicionais em alguns cartuchos para compensar o processamento inferior de seu console, o que se mostrou uma decisão muito acertada. A Sega tentou partir para os periféricos, como Mega CD e 32X, mas a pressa e o desespero de lançar jogos que com certeza ainda não estavam prontos mataram quase tudo de bom que os tais periféricos podiam oferecer. Em suma, Street Fighter II foi o equivalente ao “Dia D” para o SNes e se não foi o que efetivamente salvou o console da derrota, pelo menos foi o que iniciou a reação da Nintendo.

Mas… e se a Capcom decidisse fazer o circo pegar fogo?

 

E se a Capcom entrasse de sola?

Antes de viajar imaginar a situação, vamos considerar que a Capcom não teria feito como a SNK, que quis lançar um console e no fim lançou um caríssimo arcade caseiro. Pense ainda numa situação bem “pé na porta, tapa na cara” (diferente do que a SNK fez ao lançar seu Neo Geo), onde a Capcom poderia adotar um esquema de não franquear nenhum console, mantendo seus games exclusivos para seu próprio aparelho, de forma a ter um dos videogames mais atraentes do mercado.

Um console da Capcom iria agitar as coisas?

A parceria Capcom/Nintendo já vinha desde o NES, com games de sucesso, sendo o principal título desta geração a série Megaman. Na época dos consoles 16 bits, os principais títulos de sucesso da Capcom estavam nos Arcades, em games como Captain Commando, Final Fight, The King of Dragons e Carrier Air Wing. No auge da disputa, em 1995/96, já havia lançado Slam Masters, Super Street Fighter II, Cadillacs & Dinossaurs e Alien vs Predator. Lembrando que a Nintendo investiu num game da Capcom para erguer o SNes no mercado, o bloqueio de contratos ocasionaria, na melhor das hipóteses, em um atraso no crescimento de mercado do SNES, que teria que se virar com outros jogos e tecnologias pra tentar bater a concorrência.

Quanto ao Mega Drive, a situação seria melhor, pelo menos em relação à Nintendo. Como já estava consolidado no mercado nessa época, o console da Sega provavelmente sofreria menos com a entrada de um novo produto. Se decidissem investir em outros tipos de jogos que não eram o forte da Capcom na ocasião, como games de plataforma, aventura e RPG, certamente o Mega Drive ganharia sobrevida mais longa, estendendo a era 16 bits, embora o resultado final pudesse ser o mesmo.

Em cima disso, se a Capcom cometesse um erro que a SNK também cometeu, de investir demais em jogos de luta e se esquecer dos demais gêneros, poderia acontecer uma evasão do console quando a “febre do Street Fighter” passasse, tornando o “Super Capcom” um videogame com poucas opções de jogos, até inviabilizando o progresso da Capcom nos videogames 32 bits, talvez a obrigando a jogar a toalha para o mercado de consoles na geração seguinte, assim como a Sega fez.

 

De volta à realidade

Resident Evil é um bom indicador que a Capcom tomou o rumo certo

A disputa Mega vs SNes, todo mundo já sabe: no final, a Nintendo acabou se saindo melhor nessa ferrenha batalha, ainda que o Mega viesse a ganhar uma versão exclusiva (e bem melhor que a do SNes) mas tardia de Street Fighter II. Esse golpe refletiu na geração seguinte, dos 32 bits, fazendo com que a Sega levasse um “sacode” a ponto de vir a deixar o mercado de consoles, lacuna que foi prontamente preenchida pela Sony, com seu Playstation.

Pensando nisso, parece que a decisão da Capcom, de apenas produzir jogos, foi a melhor no fim das contas. Hoje, além de manter seus consagrados títulos dos arcades, também criou games diferentes para outras plataformas, sendo o melhor exemplo a série Resident Evil, hoje uma franquia de sucesso em diversas mídias e plataformas.

Enfim, a Capcom nunca mencionou que pretendesse uma coisa dessas. E pelo visto a falta desse “olho gordo” por parte da empresa foi melhor para todos, inclusive para os gamers! Até a próxima distorção temporal…

——————————————————————————————————–

Tem uma visão diferente do que aconteceria? Comente e conte pra nós. E se quiser sugerir algum tema para o Passagem Secreta para um Universo Alternativo, pode mandar!

[Agradecimento ao Elder Rios pelo copião safado design do “Super Capcom”]

Flavio Master

Retrogamer assumido, técnico em eletrônica, leitor de livros e quadrinhos, empreendedor individual, eventual colecionador de videogames e amante da cultura gamer em geral. Mas apanho um monte pra usar um tablet…

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  1. Talude
    31, agosto, 2011 em 01:13 | #1

    Eu acredito que caso tenha passado pela cabeça dos executivos da Capcom em lançar um console antes eles devem ter visto os inúremos fails que aconteceram, tanto nos 16 quanto nos 32 bits.

    • Flavio Master
      31, agosto, 2011 em 08:49 | #2

      Eu já imagino que eles devem ter visto é o suadeiro que o Mega Drive passou devido aos tais contratos. Afinal, a Capcom tem jogos incríveis, mas até aí a Sega também tinha.

  2. danielgfm
    31, agosto, 2011 em 06:17 | #3

    O maior problema da SEGa foi, realmente, estes contratos exclusivos que a Nintendo fez com várias thirds – e que certamente os engravatados da empresa azul deveriam ter se amaldiçoado na época por não terem sido tão rápidos quando os da Nintendo -, permitindo que o SNES avançasse de maneira estrondosa.

    Ainda imagino o Mega Drive contendo clássicos como o Final Fantasy – ou até mesmo uma outra série da Square – e tantos outros jogos que povoaram o Super Nintendo, creio que o cenário atual de consoles seria drasticamente diferente…

    Mas é isto, tal qual este post, tudo fica no campo do pensar.

    • Flavio Master
      31, agosto, 2011 em 08:50 | #4

      Não querendo desfazer o suspense, mas aguarde um "Passagem Secreta para um Futuro Alternativo" sobre essa situação.

      • danielgfm
        31, agosto, 2011 em 23:13 | #5

        Mas até eu já pensei em algo do tipo, tanto é que remetia a retrocompatibilidade que o Saturno poderia ter! O meu futuro alternativo era tão escroto que não parecia irreal!

    • kurtrizzo
      31, agosto, 2011 em 09:15 | #6

      Chrono Trigger no Mega Drive. Já pensou?

      • danielgfm
        31, agosto, 2011 em 23:14 | #7

        Imaginei vários clássicos bons da Konami no Mega Drive, por exemplo, o Batman Returns, Metal Warriors, e, claro, jogos como Chrono Trigger no MD.

        Sabe o que isto possibilitaria? A Square Enix não estaria vivendo só de Final Fantasy.

        • kurtrizzo
          1, setembro, 2011 em 16:36 | #8

          Aliás, não teria virado Square Enix jamais. Antes era Squaresoft (never forget!)

          • Giulian Steel
            1, setembro, 2011 em 17:38 | #9

            Esse tempo era legal, até por causa da rivalidade, Final Fantasy x Dragon Quest, e quando as empresas entravam com jogos para o PS2, a Enix comprou Grandia, quando achávamos que ia ficar mais rivalizado do que nunca, houve a junção.
            Mais creio que foi por um bem maior. Afinal, após isso títulos excelentes saíram para o PS2 e assim por diante.

    • 31, agosto, 2011 em 11:30 | #10

      Sem falar que às vezes acredito na conspiração de que a Nintendo forçava algumas empresas produtoras de jogos de arcade a concentrar seus esforços nas conversões para SNES e proporcionar traduções meia-boca para o Mega Drive. Aponto o dedo nesse momento para a Konami e principalmente para a Capcom, com aquela primeira tentativa de trazer o SF II para o Mega.

      Sério, a Nintendo era muito evil naquela época. O Vice-presidente e conselheiro geral era um advogado, for crying out loud! Ainda bem que veio a Sony na geração seguinte e colocou as coisas nos eixos! Mas isso tudo é outra história :P

      AInda vou ler o texto direitinho, daqui a pouco comento ^^

      • danielgfm
        31, agosto, 2011 em 11:42 | #11

        Não tanto nos eixos, pega a SEGA ainda perdeu para a Sony com thirds para o Saturno… :/

        • 31, agosto, 2011 em 13:24 | #12

          Acho que isso se deu devido à complicada questão da capacidade do console da Sega com consoles 3D, que era sem dúvida a grande atração da época! E à base instalada do PS, que acabou se tornando enorme! É muito mais atraente desenvolver para um hardware fácil e que garanta boas vendagens!

          • kurtrizzo
            31, agosto, 2011 em 14:03 | #13

            O agente disse tudo. O PS era muito mais fácil e o Saturno era complicadissimo pra programar. E o Dreamcast, pra ir além, teve o fator "hora errada". Se tivesse saído uns anos depois teria ido melhor. Mas o fator 3rd parties influenciou muito no que vemos hoje. O próprio Playstation se beneficiou de vários títulos assim. E se você olhar o tanto de títulos do PS1, que não são tantos, e do PS2 – que são MUITOS – dá pra ter uma noção.

            O próprio Wii tem essa caracteristica de se basear somente nos households da vida (Zelda, Mario, Metroid) na questão jogos. Se fosse só por isso o Wii teria sido um fiasco. Mas como tem a vantagem da dita interatividade com o controle (que eu pessoalmente não curti jogar nenhum jogo com ele sem ser no modo NES) já teria ido pro brejo.

            • danielgfm
              31, agosto, 2011 em 23:15 | #14

              Certamente que o Saturno teve esse problema de programação, creio que também já falei a respeito disso nalgum finado MegaCast.

              Agora do DC, acho que não teve uma hora errada, mas sim, se ele fosse lançado ao mesmo tempo que o PS2, ele já seria lançado morto. O probs dele veio já dos problemas que o 32X e o Saturno geraram para a SEGA e o resto é história.

              • kurtrizzo
                1, setembro, 2011 em 16:41 | #15

                Pra mim o problema do Dreamcast foi a falta de títulos bons. Não sei a sua visão dos problemas anteriores (falta de 3rd parties? shmups demais? falta de propaganda? preço?).

                No meu mundo ideal o Dreamcast teria estourado de vender que nem o Mega Drive.

                Edit: Eu li embaixo o problema. Entendi, retrocompatibilidade foi um problema imenso. Aí até o SegaCD teria se dado bem.

                • Giulian Steel
                  1, setembro, 2011 em 17:41 | #16

                  Eu concordo com isso, como eu gosto do estilo, eu só jogava shmups para o Dreamcast e só vim a conhecer outros jogos por um amigo meu que tinha muitos jogos para Dreamcast.
                  O acúmulo de jogos em um determinado estilo acaba desviando a atenção do gamer, mesmo de forma despretenciosa.
                  Creio que se não fosse por essa ocasião, eu nunca viria a jogar Shenmue e outros jogos excelentes do Dreamcast.

  3. kurtrizzo
    31, agosto, 2011 em 09:28 | #17

    Uma parceria interessante seria Sony e Capcom. Um console de 16 bits com os jogos de arcade e de repente com o investimento da Sony teríamos trazido o Playstation pra era 16 bits. Com certeza, com esse baque quem teria caído seria a Nintendo, não a Sega.

    Sendo assim, com a entrada da Capcom no mercado de consoles, os jogos mais quentes dos arcades poderiam ser jogados em casa. Encurtaria, ao meu ver, o tempo de vida dos arcades, pois acredito que a Capcom ia mandar ver em hardware pra manter tudo bem fiel.

    É fato que a Sega estava sempre lançando coisas certas nos momentos errados e de maneiras erradas. Mas não fosse a concorrência da Nintendo não teríamos Sega CD, 32x, Saturno… Aí eu acredito que com o console da Capcom a Sega teria mantido e até adquirido novas third parties e teria ganhado a briga. Hoje teriamos o console radical da Sega e não a boiolagem da Nintendo.

    E como eu disse, se a Capcom tivesse feito acordo com a Sony, provavelmente teriamos o Capcomstation 3. :D

  4. 31, agosto, 2011 em 11:17 | #19

    Esse lance dos acordos de exclusividade da Nintendo também atrapalhou (e muito mais) o Master System, que era um console que tinha tudo pra se sair melhor do que foi. Mas nas mãos praticamente de uma só produtora de jogos, não tinha como, por mais que a SEGA se esforçasse (portanto R-Types da vida provavelmente melhor do que a própria Irem faria). De novo na era 16-bit, a questão mercadológica se repete, como você bem cita no post e já avisa que vai abordar mais tarde "Final Fantasy no Mega Drive". Mas estamos aqui pra falar de Capcomstation né? :)

    Pelo acervo da empresa, seria algo como um Mega Drive: lotado de bons jogos de arcade bem portados pela first party, logo no lançamento. Difícil imaginar que não daria certo: no final dos anos 80, arcade era um negócio milionário e de lá saíram pérolas e mais pérolas, como todos sabemos. Street Fighter II seria o app killer do "Super Capcom" em 1991. Imagina um console rodando Robocop igual o do arcade, eu compraria na hora. Quem sabe a própria Capcom até compraria os direitos de Shinobi (o original do arcade, o melhor de todos!) da SEGA e lançava como exclusivo em seu console… seu post é lugar de sonhar, então taí :D

    Abração!

    • danielgfm
      31, agosto, 2011 em 23:21 | #20

      Eu já acho que, se no começo teríamos vários ótimos jogos convertidos dos arcades da Capcom, na fase da competição entre o MD x SNES x CapStation, o negócio seria bem diferente, pois, se levando em conta os jogos exclusivos de cada empresa, creio que seria um pouco dificil para as thirds da época tentarem abastecer estes três sistemas se eles não fossem muito parecidos entre si.

      Vejam, por exemplo, o Nec Turbo Graphics, ele era um bom console, com uma qualidade gráfica e sonora próxima do MD, mas por falta de mercado e contrato, acabou numa completa obscuridade.

      De toda forma, até mesmo citei acerca das possibilidades infinitas – já que sou aluno do doc brown – aqui:
      http://comunidademegadrive.wordpress.com/2011/06/

      Imaginem se, na geração seguinte, com a entrada do PSX e do N64, o Saturno pudesse rodar CD's do SEGACD e os cartuchos do MEGA e do 32X? Imaginem o quanto isto reter de consumidores da SEGA, com a possibilidade real de chamar outras thirds?

  5. Radrenato-
    31, agosto, 2011 em 12:22 | #21

    Ia ser muito engraçado se esse console realmente existisse.
    Só não sei se seria viável que a Capcom fizesse um console próprio já que o legal é a filosofia third-party (a grande maioria se joga em qualquer console, dois ou mais).
    — Contras
    Acredito que os jogos seriam excelentes, mas ia cortar um monte de título e ainda ia culpar os fãs dizendo que "O título não tinha público" que nem fizeram com Megaman Legends III (coisa que me fez decepcionar com a empresa amargamente além do novo DMC),e de quebra ia ignorar os consumidores, que nem agente vê nos perfis do twitter da empresa ao redor do mundo (pra quem tiver curiosidade, search it)

    • kurtrizzo
      31, agosto, 2011 em 14:05 | #22

      Nisso de sonhar eu digo que com uma fusão Capcom/Sony a coisa seria um pouco diferente. Vamos lembrar que a Sony buscava pareceria pra entrar nos games e o PS era periférico do SNES, como já foi abordado em um outro universo paralelo aqui.

      Com a Sony mantendo o negócio ativo as coisas seriam diferentes…

      • 31, agosto, 2011 em 18:05 | #23

        Se Capcom + Sony = exclusive , com certeza. Se atualmente tem gamer que compra PS só por causa do MGS e GOW, imagine se tivesse os blockbusters da Cap :)

        • Talude
          31, agosto, 2011 em 22:46 | #24

          Apesar que a Sony acabou procurando a Nintendo e houve o desenvolvimento do CD de SNES (e segundo algumas revistas, de NES tb). Mas, ambas desistiram do projeto.

  6. Giulian Steel
    31, agosto, 2011 em 18:04 | #25

    Um console da Capcom seria até interessante, mas o que seria mais marcante é pelo fato da exclusividade dos seus games. Algo que mudaria o curso de Mega x Snes.
    Sempre pensei em um console que tivesse uma quantidade considerável de títulos de games híbridos dos arcades, mantendo todas aquelas características especiais que os games de arcade possuem. Pra isso a Capcom seria ótima.

  7. 1, setembro, 2011 em 01:40 | #26

    Um console exclusivo da Capcom prejudicaria seriamente a Nintendo na era 16 bits (SNES sem Street 2? Humm….) e faria a SEGA muito confortável com Sonic vendendo o mesmo que no cenário acontecido. Vamos à Capcom e seu console. Tendo como lançamento hipotético em 1991 ou 92, esse console deveria ter, no máximo, o poderio próximo de uma CPS1 (visto que a CPS2 seria lançada apenas em 1993). Haveria a possibilidade de conversões quase idênticas ou até fiéis, dependendo de quanto similar fosse o hardware em relação à sua plataforma de arcade à época. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas e as softhouses, alguém lembra que é preciso? Mesmo em um cenário hipotético, a Nintendo ainda seria uma "escravizadora de thirdies" (até em cenário hipotético, hein? Triste…). Mais à frente, os jogos de CPS2 já teriam uma dificuldade maior de portabilização para esse sistema, ainda que perfeitamente possível, dada a relativa similaridade das placas. Chegamos ao ponto seguinte e muito importante. Haveria tecnologia para entrar na era 3D como fabricante de seu próprio hardware? Algo parecido na realidade ocorreu com a SNK, que mesmo tendo feito uma das mais bem sucedidas plataformas de hardware de todos os tempos para games (Neo Geo AES/MVS), não conseguiu acompanhar a tecnologia da era 3D, incipiente na metade dos idos anos 90 ("polígonos feios iniciais" como eu costumo chamar…) e em meu cenário hipotético o que ocorreria? O mesmo que ocorreu na realidade. Juntar-se a Sony e SEGA, como mera produtora de jogos. Claro que posso estar errado em algo ou "em muito", mas eis minha não muito humilde opinião, para complementar esse excelente post, que leva a pensar e por em prática o valioso senso crítico da galera. Até à próxima e parabéns, Flávio Master!

    • Flavio Master
      2, setembro, 2011 em 19:41 | #27

      Sem problema, Robson, essa seção é para imaginar uma realidade diferente mesmo, ainda que seja um futuro caótico. Valeu e, se tiver alguma sugestão, manda aí!

  8. 1, setembro, 2011 em 06:13 | #28

    Vale lembrar aos senhores, aliás, que a Capcom de fato lançou um sistema doméstico em 1994, chamado CPS Changer. O poderio do console era o mesmo de uma CPS1, e o console custava 39800 ienes, consideravelmente caro…
    Tanto quanto o Neo Geo. Aliás, os melhores jogos lançados para esse sistema já haviam sido convertidos para os consoles mais populares
    http://en.wikipedia.org/wiki/CP_System

    Ou seja, gente, não adianta sonhar com um console da Capcom que pudesse rodar suas versões de Arcade de forma perfeita sem que ele fosse poderoso o suficiente e consequentemente caro bagarai, tornando-o pouco competitivo com os outros consoles. Ainda mais no início dos anos 90.

    • kurtrizzo
      1, setembro, 2011 em 16:50 | #29

      Mas esse console da Capcom era um arcade doméstico, bem diferente de um console. Com o hardware que tinha ficou caro mesmo.

      • 1, setembro, 2011 em 16:55 | #30

        Você disse "Mas esse console da Capcom é bem diferente de um console" WTF?

        Pra mim, é um console, foi vendido para as pessoas consumirem em casa, então tá valendo.

        • kurtrizzo
          1, setembro, 2011 em 18:45 | #31

          Não, não foi isso. É um aparelho de ARCADE mesmo. Com outra promoção e finalidade. Não era pra colocar em gabinete mas também não era pra ser consumido como um videogame "comum". Isso que eu quis dizer e é isso que eu entendi da wikipedia.

          • 1, setembro, 2011 em 19:00 | #32

            Então pra você qual seria o propósito do suposto console? Pra mim isso o CPS Changer parte do mesmo princípio do NeoGeo AES

            • kurtrizzo
              3, setembro, 2011 em 19:29 | #33

              Ai q ta. Os dois sao iguais e arcades caseiros. A proposta era ser um arcade em sua casa e provalvemente foi vendido como tal. Nao considero nenhum dos dois consoles e sim arcades.

              • 3, setembro, 2011 em 20:53 | #34

                Já eu considero ambos como consoles mesmo. Paciência, né..

                • kurtrizzo
                  4, setembro, 2011 em 16:22 | #35

                  Não tiro sua razão! Eu entendo o porque você considera e eu gosto de discutir hahaha Mas no fim das contas o que importa é o fracasso dos dois, que é a coisa mais triste de tudo.

    • Flavio Master
      2, setembro, 2011 em 19:38 | #36

      Pelo que eu entendi, o CPS Changer foi praticamente um hardware experimental, sem nem muita atenção da parte da própria Capcom. Com o lançamento do SF para SNes, tudo indica que a Capcom já calculou que não valia a pena investir nisso.

      • 2, setembro, 2011 em 19:41 | #37

        Tá todo mundo entendendo errado então, acho! rs O CPS Changer só saiu em 1994, bem depois do lançamento de várias versões caseiras de SF II…

  9. 1, setembro, 2011 em 14:03 | #38

    Sabe, eu já me peguei pensando nessa possibilidade da Capcom lançar um console e eu acho, dentro desse vórtice temporal, que ela ia dar um belo de um shinkuu hadouken na nintendo e sega pelos motivos que o Flavio comentou, pois ela tinha uma base de games de sucesso no arcade que ela poderia com todos motivos, lançar exclusivamente para a plataforma dela.

    A pergunta “E se…” que eu fico é e se com isso a Capcom conseguisse manter o foco criativo que sempre teve. Se ela conseguisse manter – no sentido de conseguir lançar os games que chegou a lançar (resident evil, a série vs., street zero, powerstone…sabemos que a lista vai longe) eu chuto em um quase monopólio gamer. Se não conseguisse bem…ai não sei pois não estou nessa realidade alternativa, mas talvez ela se tornasse no que a Sega é hoje – uma boa softhouse, mas que só volta e meia emplaca algo expressivo. (flame flame flame flame o/)

  10. gamezinebrasil
    4, setembro, 2011 em 00:50 | #39

    Bem, também acho que a Capcom fez certo e não ter entrado na briga. Acredito que para a época ela era a única softhouse com culhão para fazer isso. No entanto, é meio complicado ficar falando "tal empresa ganhou", "tal empresa perdeu". O que aconteceu, de fato, é que houve uma briga pelo mercado tal qual existe em qualquer área. A Nintendo conseguiu liderar o mercado, ótimo, mas a Sega lucrou muito também. E como foi dito, com maestria por sinal, ela somente deixou o mundo dos consoles por estratégias erradas.

    Antes que me esqueça, SFII contribuiu, mas não foi preponderante na retomada da Nintendo.

    • kurtrizzo
      4, setembro, 2011 em 16:23 | #40

      O que foi mais importante que o SF2 pra Nintendo crescer? Fiquei curioso.

      • Flavio Master
        4, setembro, 2011 em 17:24 | #41

        Eu ia perguntar a mesma coisa…

        • gamezinebrasil
          4, setembro, 2011 em 18:52 | #42

          Então um único jogo é capaz de mudar a história de um console. Aham, ok.

          • Flavio Master
            4, setembro, 2011 em 20:50 | #43

            Sim, nesse caso o “Aham” é sem sarcasmo, pois não só é capaz como mudou, no caso do SF II para SNes. Nem é preciso viajar muito, basta conferir que antes deste jogo a significância da Nintendo no mercado americano era muitíssimo menor (vencia no Japão por investir nos RPGs). Se um game que alavanca as vendas de um console de menos de 20% para quase 50% em questão de semanas (mais que o dobro) não é fator determinante, então nada é. Coincidência? Não mesmo! Veja que o sucesso de SF II não foi o único ponto de ascensão, mas um jogo desses atrai as atenções de investidores, gamers, softhouses e do mercado em geral, o que justifica novos investimentos no potencial da plataforma. Talvez sem SF II, o SNes tivesse até alcançado algum sucesso, mas nada fenomenal como foi, além de demorar muito mais para chegar lá. E não tente se basear no cenário gamer atual para fazer qualquer paralelo, pois isso é uma característica da era 16 bits.

            • gamezinebrasil
              5, setembro, 2011 em 02:49 | #44

              Como disse, SF2 foi importante. Mas de nada adianta ir ao topo e não se manter lá. Ou será que um jogo de 1991 segurou as pontas por mais 3, 4 anos ou 5 anos? A Capcom não era a única com contrato de exclusividade (mesmo que temporário) com a Nintendo.

              Um ponto interessante, Sonic vendeu muito. Mas e aí? Não significou nada, pois, após Sonic 2 tudo continuou como era antes. O que foi muito diferente com a Nintendo após SF2.

              Mas blz, como num comentário que li, "Cara,se a Nintendo não tivesse a Capcom e SF ao seu lado,o Super NES praticamente seria nada perto do MD.".

              • kurtrizzo
                5, setembro, 2011 em 10:37 | #45

                Ainda não entendi sua lógica. O Master já explicou, não preciso repetir. Não é questão de segurar as pontas, mas com a injeção do SF2 a Nintendo se beneficiou de outros jogos.

                E só pra continuar na lógica, sem o Sonic a Sega também não teria ido muito mais longe do que foi não.

  11. pedro12
    4, setembro, 2011 em 19:03 | #46

    Acho que a Sega foi muito idiota em comparação com a Nintendo:Já tinha um console 16-bits,tinha um processador mais poderoso que o Super NES,etp.Mais a Nintendo foi mais inteligente com esses contratos com empresas de software.
    Se a Sega fizesse exatamente o que a Nintendo fez pra dar a volta por cima com o Super NES,as coisas poderiam ser bem diferentes.Tão diferentes que os periféricos Sega CD e 32x possivelmente já nasceriam condenados,ou nem existiriam.
    Também estou curioso com esse treco de SF2 não contribuiu totalmente pra Nintendo crescer.Cara,se a Nintendo não tivesse a Capcom e SF ao seu lado,o Super NES praticamente seria nada perto do MD.

  12. helisonbsb
    16, novembro, 2013 em 21:23 | #47

    bons tempos de mega e snes….. a capcom dominou por muito tempo nos jogos de luta: street fighter II e cia,,,,, acho que pelo menos nos arcades ela travou uma batalha e tanto contra a snk e sega,,,,,, a sega tentou dominar,,,mas não conseguiu,,,,,é dificil prever um video game da capcom,,,, bons tempos de 8 e 16 bits!!!!

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