Cristiano Gualda

Cristiano Gualda apresentou durante 5 anos, de junho de 1995 até setembro de 2000 o programa Stargame do canal Multishow (e que durante um bom tempo foi exibido com sinal aberto às parabólicas). Na minha opinião (e de muitos), o Stargame foi o melhor programa de videogame da TV brasileira. Grande parte do seu sucesso deve-se ao estilo irreverente do Cristiano – além das sessões, parecendo uma revista de videogame, das tiradas engraçadas de final de programa, da sonorização e produção muito bem feitas.

Videos do Youtube para quem não conhece o programa:

Jogos estilo DoomPlaystation vs. Saturnvários

A entrevista conta com 10 perguntas elaboradas pelos membros da comunidade de games do Orkut Segredos e Rumores dos Games, todas com créditos aos seus autores. Agradeço em nome de toda a comunidade e dos usuários deste blog a atenção que nos foi dada pelo Cristiano, que se mostrou ser assim também atrás das câmeras. Entrevista publicada originalmente no meu blog pessoal, o mcs Dicas, e realizada em 14/07/07.

Segue a entrevista:

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1 – Olá, Cristiano! Você já gostava de games, ou apenas se interessou após o convite para fazer o programa (o saudoso Stargame, do canal Multishow)?
(Pedro)

Olá ! Já gostava de games, com certeza, tive um Phantom System (compatível com o Nintendo 8 bits, lembram ?) e ralei muito pra terminar o Legendary Wings ! ( um prêmio pra quem lembrar desse game ! hahaha) Depois do programa passei a jogar muito mais e conhecer os lançamentos em primeira mão, o que era fantásico !

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2 – Você prefere os games antigos, aqueles maravilhosos clássicos ou os novos games, com todo seu realismo e exuberância gráfica?
(Pedro)

Confesso que hoje não jogo tanto, principalmente por causa de tempo, então prefiro os games antigos, com menos continuidade.

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3 – Um dos pontos fortes do programa era o humor, que não soava forçado. As piadinhas de fim de programa, mãozinha, etc… até que ponto eram planejadas ou fugiam do roteiro? E como era a discussão de idéias para estes momentos engraçados?
(Marcos Valverde)

Hoje em dia vejo que muitos dos fãs do programa adoravam o humor, que era um humor meio inocente, palhaço ( no sentido tradicional e lúdico da palavra ) e sem-compromisso. Sei que alguns telespectadores achavam a coisa toda meio boba, mas o importante é que nós, da equipe Stargame, nos divertíamos muito fazendo, e tínhamos liberdade para tanto. Muita coisa surgia na hora, de improviso, o que dava um frescor para as piadas. Nem mesmo a criação da mãozinha foi muito planejada, era só a gente achar que ia ser engraçado na hora e pronto ! E ela acabou virando minha inimiga número 1 !

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4 – Cristiano, o que você acha do atual espaço dado aos games na TV Brasileira ?
(Fellipe Igor)

Parece que o Cybernet ainda é exibido, não é ? Não sei de outros, mas certamente é pouco para uma indústria desse tamanho. Já brigávamos por mais espaço desde 95, quando estreou o Stargame.

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5 – Cristiano, nosso jornalismo assim como programas sobre games sempre passam por altos e baixos, gostaria de saber sua opinião: o que falta para que os meios de comunicação tornem mais efetivos os meios de comunicação sobre videogames no Brasil?
(Reinaldo)

Acho que falta a percepção do verdadeiro tamanho desse mercado, coisa que já aconteceu lá fora ( EUA, Japão e Europa, principalmente ). A mídia corre atrás do que faz sucesso e chama a atenção…

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6 – O que você acha que falta no mercado de games no Brasil para ele ter um peso no mercado mundial?
(Otacilio Cardoso)

Investimento no mercado nacional, o que não pode acontecer se não houver investimento em educação e tecnologia, para formar profissionais capacitados em todas as áreas de um grande jogo, desde o roteiro até as etapas finais de produção e distribuição.

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7 – Atualmente você está encenando o musical “Zé com a mão na porta”. Existe alguma relação entre teatro e videogame, que você tenha percebido? Você considera os games uma forma de arte?
(Marcos Valverde)

Sem dúvida ( e isso dizíamos desde a época do programa ), o desenvolvimento de um videogame de qualidade envolve muita criação artística ! Um bom game é uma boa história, antes de tudo, e a capacidade de fazer o jogador se envolver com aquela história ( e isso vale mesmo para games de esporte ou corrida tipo Mario Kart, pois os jogadores têm que ser capazes de se identificar com os PERSONAGENS ).
Portanto, acredito que games, teatro, e outras formas de expressão artística estão intimamente relacionados.

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8 – Eu acredito que o grande carisma que você conseguiu passar aos fãs do Stargame deve-se muito às suas qualidades como ator. Na contramão disso, que lições você tirou dos games e que hoje te ajudam na sua profissão de ator?
(Marcos Valverde)

Obrigado pelo elogio. Os games foram parte da minha formação, assim como muitas outras experiências na vida. Acho que a principal conexão entre games e o trabalho de ator é a propria essência do teatro: o jogo. Em inglês, “peça”( de teatro ) é “play”, que significa jogar. Qualidades como atenção, reflexo, capacidade de acreditar e se concentrar naquilo que se está fazendo, são fundamentais tanto para um ator quanto para um jogador de videogame.

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9 – Cristiano, depois que o programa acabou, o que mudou na sua vida em relação aos videogames? Você continua jogando ou está envolvido com algum projeto sobre games?
(Marcos Valverde)

Continuo jogando, mas com muito menos frequência. E atualmente não estou envolvido com nenhum projeto relacionado a videogames. Mas de vez em quando dou uma escapada a um fliperama ( hahahaha, como chamávamos na minha época ).

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10 – Se você recebesse um novo convite pra voltar a fazer um “Stargame” você aceitaria? (Eduardo Daniel) O que faria você voltar a apresentar um programa de videogame hoje em dia? (Marcos Valverde)

Acho difícil, não pelos games, mas porque não tenho muita vontade de trabalhar como apresentador. Se me convidassem só para jogar, quem sabe?
hehehehe

  1. 10, julho, 2008 em 23:30 | #1

    Eu sou de uma geração de programa de games anterior com o GameTV e o PlayGame do Gugu Liberato com a TecToy em parceria, depois qdo tive TV a Cabo só vi o StarGame umas duas vezes, só conseguia ver aquele inglês de sexta, o Cybernet citadopelo Gualda. Gualda, aliás, me lembra o Catatau na versão dublada brasileira "O que foi, seu gualda?" Está na hora de voltar a ter programas do gênero na TV, quem sabe um dia o G4 Brasil volte?

  2. 11, julho, 2008 em 12:18 | #2

    Sem falar no saudoso Gamemania, apresentado por Mario Camara Filho, lá pelo início dos 16 Bits…

  3. 25, julho, 2008 em 23:17 | #3

    Tem MSN o Cristiano Gualda?
    Queria conversar com ele no MEssenger e Informar todas as Novas dos Games

  4. 26, julho, 2008 em 11:15 | #4

    Não que eu saiba, e mesmo se tivesse, eu só poderia passar caso ele autorizasse. Não é muito ético passar dados pessoais não autorizados dos nossos entrevistados.

  5. 8, janeiro, 2009 em 11:06 | #5

    ei Passagem Secreta eu sou fã do Cristiano e quero Msn dele quero dizer muitas coisas legais pra ele!!!!!!!

  6. Sanches
    28, março, 2009 em 01:50 | #6

    Muito legal a entrevista, e muito legal da parte dele ter dado essa entrevista a gamers do orkut

  7. 20, março, 2010 em 14:47 | #7

    Cara, excelente entrevista! 😀
    Alias gostei muito do seu blog!! já o linkei, sempre que puder irei dar as caras por aqui para conferir 😀

    Abraço
    e sucesso 😉

    • 20, março, 2010 em 15:09 | #8

      Valeu Cyber Woo!

      O Cristiano é um cara muito humilde, gente fina mesmo. Essa entrevista foi elaborada com perguntas dos membros da comunidade do Orkut "Segredos e Rumores dos Games".

      Muita gente mostrava desconhecer por completo nosso entrevistado, fazendo perguntas genéricas. Por isso tive que elaborar umas questões que suprisse isso.

      Mas no final das contas a entrevista ficou bem legal.

      Já adicionei seu blog na lista de parceiros!

      Mais pra frente, com tempo, vou elaborar banners e levar mais a sério as parcerias.

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