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Maratona Passagem Secreta Game Movies – Double Dragon (1994)

“Você é tão fraco quanto seu pai”

” E você é tão feio quanto sua mãe”

Sim, após um longo período de recuperação psicológica, venho transcrever aos senhores a experiência que tive com esse verdadeiro equívoco cinematográfico. Diálogos sofríveis, atuação de baixa qualidade, cenas de ação mal elaboradas, ausência total de direção. Por que uma produção que, apesar de não criar as melhores expectativas, consegue ficar tão ruim a ponto de não durar um fim de semana nos cinemas?

Quando aceitei o convite para participar dessa maratona, a princípio, achei que seria uma barbada. Adoro assistir filmes antigos, e filmes antigos ruins, melhor ainda. Acho que até mesmo o pior deles tem algo interessante a mostrar, e mostram uma lição de como não fazer, como não proceder com uma produção cinematográfica. Por isso, assistir e avaliar de forma crítica seria um prazer. No fim das contas, até o pior de todos consegue divertir de alguma forma especial, bem no estilo “tão ruim que chega a ser bom”.

Infelizmente, não é o caso de Double Dragon.

Não é que não tenham tentado. Fica claro, ao assistir, que a intenção é de não ser levado muito a sério. Afinal de contas, esse é um filme feito inicialmente para as crianças. No entanto, enquanto que DD não consegue alcançar o seu objetivo em ser pelo menos uma película de nível técnico médio, falha também em entreter o espectador, que pode até sentir pena do filme pelo esforço inútil em emplacar algo bom.

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E a história, hein?

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Uma coisa que Double Dragon faz com sucesso é distanciar-se ao máximo da história dos jogos originais – que, para começar, também não tinham tanta relevância em meio à pancadaria. Logo, quaisquer comparações com os games podem ser feitas apenas entre os personagens que foram aproveitados no roteiro, que ainda assim apresentam poucas semelhanças com o original.

Robert Patrick, no papel de Shuko.

Basicamente, o filme já inicia com o que quer desenvolver: O vilão Koga Shuko explica como um medalhão, dividido em duas partes, pode conceder poder àquele que o possuir. Assim, corta para a China, onde os monges de um vilarejo são atacados por ninjas, que estão procurando por esse amuleto. Aparentemente, não conseguirão muita coisa, já que todos eles tiveram a língua cortada para não ter que revelar a localização do objeto. De alguma, forma, porém, um dos invasores descobre, ao perseguir um morador, aonde o medalhão está. Ou pelo menos metade dele.

Ao receber esta parte, Shuko descobre que ela serve para dar poder à alma. E assim, num dos efeitos especiais mais horrorosos dos anos 90, o antagonista se transforma, representando o poder que acaba de receber. Ainda não satisfeito, ele deseja muito a última parte do medalhão – que concede poder sobre o corpo – para assim dominar  New Angeles.

New Angeles? Você se pergunta. Sim. A trama se passa em 2007, na cidade que fora devastada por um terremoto, e agora está tomada pela violência das organizações criminosas, mais poderosas que a polícia. Ou seja, mais um futuro pós-apocalítico como ambientação para um projeto cinematográfico. Se Ridley Scott fosse esperto, processaria todo mundo.

E assim, o vilão começa a procurar pela outra parte do medalhão, que está com… Billy, irmão de Jimmy, que, pelo bem de um roteiro, mora em New Angeles também. Genial, não é?

O grande problema  está logo aqui: O filme não apresenta a história de uma forma que possa ser digerida. Tudo é contado de forma tão corriqueira que, enquanto que as crianças não conseguem acompanhar o ritmo rápido demais da edição, os adultos não vêem razão para não considerar tudo isso uma bobagem. E uma bobagem chata, vale frisar. Mesmo que, anos depois, histórias baseadas em amuletos e adereços de poder seriam o estopim para o sucesso de um enredo, aqui o conceito consegue ficar sem graça e bobo demais.

A forma como foram colocados os personagens dentro do ambiente futurista também é questionável. O filme apresenta uma série de flashes dos noticíarios de TV, mostrando as diversas catástrofes responsáveis pela transformação de New Angeles na forma como a conhecemos. Enquanto que isso poderia ser uma forma efetiva de direcionar a trama, mais uma vez, por alguma razão, não funciona aqui.

E maior parte do enredo se desenvolve a partir daí: na busca pelo amuleto em posse dos irmãos Billy e Jimmy. Para não tornar a trama em algo apenas “corra que o vilão vem aí”, um motivo de vingança é dado aos dois irmãos. Ainda assim, até a própria morte que precisa ser vingada é questionável. Mas aí é melhor não levar a sério demais, e aproveitar o passeio.

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Montanha russa que nem sobe

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O ritmo procura ser sempre rápido durante os 96 minutos, mas empolga pouco. Após o prelúdio, somos imediatamente colocados numa  perseguição, em que, obviamente, há uma referência a gráficos tridimensionais e tudo aquilo que dá a impressão de que se assiste a uma partida de videogame, porque alguém deve ter achado que isso seria legal. Mas, vale ressaltar um pequeno detalhe que pode arruinar um filme: a edição. Não se sabe se houve pouco material para editar, ou se houve algum outro problema, mas os cortes são muito instáveis dentro de uma mesma cena. Enquanto se tem em um dado momento cortes que ocorrem em fração de segundos, em outros há uma tomada longa demais. Isso é bastante perceptível quando algum ator dá um golpe muito forte em outro personagem: você pode de fato ver o momento de impulso do movimento, antes do próprio resultar no golpe desferido, tornando tudo muito falso Essa falta de ritmo cadenciado nas cenas de ação contribui em muito na falta de empolgação de toda a aventura.

Ainda no aspecto técnico, a falta de direção parece afetar a fotografia também: Existem alguns momentos – especialmente nas cenas externas – em que a iluminação torna-se muito variável. Por exemplo, quando antes o céu estava ensolarado, torna-se cinzento. Não sei se esse artefato esteve presente no negativo original – já que coisas muito estranhas ocorrem no processo de transferência do filme para o vídeo – mas ainda assim é algo que incodomou bastante.

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Ug-Lee e Home-Lee

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Muito do crédito da qualidade de Double Dragon Movie se deve ao seu elenco. Os irmãos Jimmy e Billy são interpretados por Mark Dacascos e Scott Wolf. Enquanto que este último apresenta uma atuação desejável, Dacascos não oferece muito além da cara de “sou o irmão mais velho atrapalhado e não concordo muito com isso”. Vale lembrar que ele nunca decolou na carreira além de estrelar diversos filmes B de artes marciais, o que não surpreende dado o nível da atuação visto.

Porém, o filme também não facilita muito para que os atores possam dar o melhor de si. Os diálogos são horrorosos, e, até o fim de tudo, tornam-se ainda piores com uma sucessão de frases de efeito de quinta categoria. Robert Patrick, famoso por O Exterminador do Futuro 2 – no papel do T-1000 – rebaixa a si próprio, interpretando Koga Shuko. Patrick, porém, é o mais competente de todo o elenco, por desempenhar um papel compatível com o texto que lhe é apresentado.  O ator nos apresenta um vilão canastrão no melhor sentido do termo, sem qualquer constrangimento ou desconforto aparente. Ele realmente entrou de cabeça na roubada em que se meteu.

Outro destaque vai para Alyssa Milano. Vinda direto de uma carreira sólida na TV, a atriz faz o papel de Marian Delaro, mocinha líder das forças rebeldes, que às vezes desfere alguns golpes de artes marciais e frases de efeito. Sua função na trama é desempenhada de forma decente, sem denegrir sua imagem nem sua carreira – afinal de contas, ela serve bem à proposta de colírio para os olhos.

Mas ainda falta falar de um dos maiores capangas de filmes de ação de todos os tempos: Bo Abobo. Diretamente do jogo de NES, a princípio era apenas um marginal a serviço de Shuko com um pouco de esteróides. Logo depois falhar na tentativa de obter a outra parte do Double Dragon,  o personagem é usado em um dos experimentos bizarros do vilão – e da equipe de maquiagem e efeitos especiais. Uma espécie de alívio cômico recorrente, Abobo também serve como argumento exemplar daqueles que julgam o filme como algo horrendo.

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Para finalizar… Graças a Deus!

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O orçamento da produção nunca foi divulgado, mas é fácil concluir que o filme nunca se pagou. Arrecadando míseros 4 milhões nas bilheterias do mundo todo, Double Dragon só teve algum reconhecimento um ano depois, quando saiu em vídeo nos países que nunca o viram originalmente nas telonas – incluindo o Brasil. A partir daí, se tornou uma frequente na Sessão da Tarde, creio eu que por pura convenção, já que o filme é rápido, fácil de cortar, sem uma história complicada e que mantém o padrão de mediocridade para emendar direto com Malhação.

No mesmo ano, foi desenvolvida uma adataptação – no sentido mais solto do termo – do filme, para os Arcades e Neo Geo. No estilo de jogos de luta, a máquina foi bastante distribuída aqui no nosso país, apesar de ser difícil descobrir os golpes e manhas para o game, já que não havia quase referência alguma a ele. Lembro que jogava bastante com o Abobo.

Para encerrar, Double Dragon é um filme que tenta ser tudo: uma comédia intencional, uma comédia não-intencional, e um bom filme de ação. Mas falha em todas as categorias, se transformando em algo apenas… Denso. A tentativa de trazer uma motivação, e uma certa profundidade em relação ao universo do jogo original falha miseravelmente, apresentando uma história pouco interessante. Mas seria muito ruim de minha parte julgar o filme como entediante, porque de fato não é: Existem sequências aqui ou ali que chamam a atenção, despertam curiosidade; porém nenhuma delas dá aquela satisfação final de quando se assiste a um bom filme.

De qualquer forma, acho que, comparando com Super Mario Bros, DD não é tão pedreira assim. O desafio vai ficar agora para o meu amigo Marcos Valverde, que está a cargo de Street Fighter, outra jóia. Dá teu jeito aí.

Jornalista de games, editor de vídeo e estudante de Audiovisual, escreve atualmente para a Revista OLD! Gamer. Além dos joguinhos, também dá pitacos sobre cinema, TV e tecnologia; sempre acreditando que a ironia é a melhor forma de sinceridade. Ouve Game Music e trilhas sonoras de filmes durante a maior parte do tempo, mas jura que é uma pessoa legal. Seguista, badernista e exorcista.

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  1. 29, outubro, 2010 em 05:35 | #1

    cara, eu lembro q quando eu era moleque esse filme me divertiu a bessa (de repente foi por que eu era vidrado em double dragon 2 de nes vai saber…). mas esse é mais um daqueles filmes que eu não quero ver de novo pra não estragar as lembranças boas que tenho (aconteceu isso com CDZ) O jogo do neogeo/mvs então me divertiu muito mais (e ainda diverte as vezes). Claro, todo mundo só joga com a rebeca… mas mesmo assim é divertido… mas claro, eu ficava até hoje ficar tentando achar conexões entre o filme/jogo de neo geo e os jogos originais… as vezes eu pensava na serie animada ou algum outro jogo que não joguei sei lá… mas depois desse texto "me toquei" que não há mesmo conexão nenhuma… e o jogo do neo geo é mesmo baseado no filme… bem, que venha o street fighter (que fica no pareo duro com mortal kombat entre as piores adaptações que alguem já ousou fazer…) vamos lá!

    • 00Agent
      29, outubro, 2010 em 06:00 | #2

      Às vezes é melhor nem rever mesmo e deixar as melhores memórias a cargo de avaliar o filme. Eu nunca assisti direito quando criança, então tive que assistir agora, do alto de minha carranquice da idade adulta! Já quando ao arcade, eu jogava bastante com o Abobo mesmo, mas a Recebeca era muito apelona!

  2. 29, outubro, 2010 em 07:05 | #3

    Que bom não precisar assistir estes filmes através do Passagem Secreta xD

    Estou ansiosamente esperando pela Maratona passar pela trilogia (quadrilogia?) Resident Evil. Assisti os 3 em sequência na semana passada e me surpreendi.

    • 29, outubro, 2010 em 20:06 | #4

      Eu assisti os 4 filmes de Resident Evil (o #4 hoje). Os dois primeiros parecem serem baseados diretamente (é… mais ou menos…) nos games, enquanto os dois últimos são mais independentes, com essa história de apocalipse global de zumbis (coisa que até onde sei não acontece nos games).

      Já conversamos sobre incluir ou não estes dois últimos filmes de Resident Evil na Maratona. O que vocês acham pessoal? O feedback de vocês é muito importante!

  3. Eduardo Shiroma
    29, outubro, 2010 em 07:06 | #5

    "(…) o filme (…) mantém o padrão de mediocridade para emendar direto com Malhação."

    Uahahahahahahahahahahahaha! Gostei da explicação, extremamente pertinente!

    Eu nem me lembro o que achei do filme na época em que o vi, e continuo hoje a não ter uma opinião definida sobre ele. Simplesmente não acho nada, mas foi bom ver os pontos que você ressaltou aqui. A Alyssa Milano é bonita, mas o visual dela no filme não me agrada… acho que foi o corte de cabelo. Um detalhe interessante é que ela namorava o Scott Wolf (Billy) nessa época. E o Mark Dacascos é estranho em qualquer filme para mim, vai saber por quê!
    É engraçado ver também que eles não se utilizaram, no roteiro, de parte da história do jogo. Em Double Dragon II, por exemplo, Billy e Jimmy moram em Nova Iorque, e a cidade foi devastada por um ataque de mísseis nucleares, ao contrário do filme, que é numa New Angeles destruída por um terremoto.

    Assim como o maximuscesar, eu curtia o jogo do Double Dragon. Sempre jogava com o Billy!

  4. 29, outubro, 2010 em 07:16 | #6

    <blockquote cite="#commentbody-2158">
    Eric Fraga :
    Estou ansiosamente esperando pela Maratona passar pela trilogia (quadrilogia?) Resident Evil. Assisti os 3 em sequência na semana passada e me surpreendi.

    assistiu os 3 filmes resident evil em sequencia e ainda está vivo? se surpreendeu com o que? conseguiu ser pior ainda do que vc esperava? Deus me livre dos filmes de resident evil… O primeiro só foi "assistivel" por causa da michelle rodriguez (q mesmo sendo aquela deusa nunca fez um filme bom de verdade…). a proposito: alguem lembra de algum filme baseado em jogo q tenha sido "bom" (critica, essas coisas)? ouvi pessoas falando bem do prince of persia mas não cheguei a assistir…

    • 00Agent
      29, outubro, 2010 em 07:32 | #7

      Acho que o Prince of Persia foi bem elogiado, ainda mais porque tem produção do Jerry Bruckheimer, cara respeitadíssimo, com Piratas do Caribe no currículo, só pra citar esse. Terror em Silent Hill, pelo que me lembre, também teve crítica positiva no geral.

      • 30, outubro, 2010 em 20:38 | #8

        Pra mim, Silent Hill é o melhor filme baseado num game, de longe. Mas ainda tenho que assistir ao Prince of Persia. Lembro que antes deste sair eu já dizia que provavelmente seria um bom filme por dois motivos: o criador do jogo estava participando diretamente na criação do filme, e, além disso, ele era formado em Cinema.

        • Flavio Master
          30, outubro, 2010 em 22:13 | #9

          A propósito, sr. mcs, o que pretende fazer a respeito da pérola Street Fighter?

          [sério, amigo, temo por sua integridade mental…]

          • 30, outubro, 2010 em 22:19 | #10

            Conheço bem esta bomba e já estou pensando em como vou analisar tanta tosqueira. 😀

    • 29, outubro, 2010 em 07:42 | #11

      Foi mais ou menos isso: me surpreendi pois não achei tão ruim assim! 😀

      Mas não é porque meus padrões estão baixos não, rs, é porque já fui assistir esperando trash. Então, acabei curtindo (não só a Mila…) mas as bobagens da história e (um pouquinho) da atmosfera. Fiquei com a impressão de que o segundo foi o melhor (menos pior, ok…) dos três, por sinal.

      O Prince é realmente, até agora, o melhor filme de jogos já feito, dividindo com o primeiro Tomb Raider, na minha opinião.

  5. Link
    29, outubro, 2010 em 10:39 | #12

    Acho que filme baseado em game é algo muito delicado. Alguns sem muita informação, acabam achando o filme super 10, outros que sabem que o filme foi baseado num game, acham que não tem nada a ver e acham um lixo.
    Alguns até acabam se salvando, como Prince of Persia e Silent Hill, mas outros acabam sendo bem humilhados na bilheteria e aí os não informados acabam nem pegando o game porque pensam que o game foi baseado no filme (já vi muito disso).
    Acho que seria uma boa tentarem fazer uma animação do que um filme live action.
    Um exemplo é Super Mario Bros. que seria muito mais bacana se tivessem feito um filme animado do que aquela porcaria. Com animação, dá pra viajar legal sem ter limites. Mesma coisa pra Double Dragon (se bem que eu não acho o game muito bom…)
    Não importa se vão criar outro enredo só pro filme, mas se fosse animado, seria menos humilhado. Pelo menos é o que eu acho.
    Bom, é minha opinião. Filmes baseados em games, pelo menos os que fogem da realidade, deveriam ser animados.

  6. 29, outubro, 2010 em 11:19 | #13

    O filme de Super Mario Bros até me divertiu um pouco rsrsrs mas esse ae é difícil de engolir mesmo, nunca consegui assistir inteiro.

    Ah, eu também curtia muito o jogo de versus do Double Dragon, muito bom! Mas o mais bizarro é que ele tem uma continuação (mais ou menos, é uma história complicada) chamada Rage of the Dragons (http://en.wikipedia.org/wiki/Rage_of_the_Dragons).

    • 00Agent
      29, outubro, 2010 em 11:40 | #14

      Legal, não sabia dessa "homenagem" que fizeram ao Double Dragon de 1995!

  7. Flavio Master
    30, outubro, 2010 em 13:16 | #15

    Hehehe, sofreu muito, 00? Ótimo review!

    Sem nenhum exagero, acho Double Dragon pior que SMB. O Mark Dacascos é um belo dum bucha kickboxer, o Scott Wolf é um cara tão sem sal, tão "standard", e pelo jeito passou tanta vergonha nesse filmeco, que nunca mais viria a fazer outro personagem relevante num filme. Pobre do Robert Patrick, que perdeu toda sua moral de andróide exterminador fodão depois de embarcar nessa furada…

    Poderiam ter feito esse filme pegando mais a linha do jogo Double Dragon III, onde os irmãos Lee praticamente viram agentes do governo pra resolver uma conspiração internacional. Mas nãããão, tinham que pegar a linha de "futuro pós-apocalíptico"! Isso é tão clichê dos anos 80 quanto vampiros emo nos anos 2000 (as futuras gerações ainda vão gozar nossa cara por isso).

    Talvez pelo nível de tosquice do filme, nunca o havia associado ao jogo de NeoGeo (que é muito bom). Sempre ligava ao jogo de SNes/Mega, "Double Dragon V: The Shadow Falls", que se passa num futuro pós-apocalíptico e também é absolutamente ruim! Até mesmo em razão dos poderes de Koga Shuko, comparado ao chefão do jogo, Shadow Boss. Enfim, se tem a ver ou não, taí outra produção que não recomendo!

  8. 30, outubro, 2010 em 14:31 | #16

    O filme de DD é um bom jogo. E só.
    Sem contar que Mark Dacascos só faz filme de porradaria, muitos que passavam em seções clássicas da Band.

  9. 30, outubro, 2010 em 21:05 | #17

    Se eu tinha qualquer esperança de haver possibilidade de me divertir com este filme, esta foi por água abaixo com este review. Eu sabia que o filme era ruim, mas não tanto!

    Super Mario Bros. você ainda pode dizer que foi uma falha de projeto, uma tentativa frustrada de adaptar um mundo fantasioso para um live-action, mas Double Dragon não. Qual é a dificuldade em se adaptar uma história relativamente simples, baseada em luta de rua (a la Final Fight), com uma pitada de sobrenatural e traços de punk? Não… preferem pegar um personagem legal como Abobo, que no game não é nada mais que um cara mais alto e anabolizado que o normal, para transformar num monstro que mais parece o krang das Tartarugas Ninja.

    Às vezes acho que as horrorosas adaptações de games famosos para o cinema não passa de um plano de Hollywood para tentar desmoralizar estes. Falhas técnicas vá lá, são até certo ponto aceitáveis. Mas a completa ausência das estruturas de enredo e ambientação que fazem do game em questão um sucesso, é inadmissível.

    É isso aí, filmes de games analizados por quem realmente entende do negócio: nós, gamers! E lá vamos nós tentar assistir e resenhar o espetacular filme de Street Fighter…

  10. Flavio Master
    30, outubro, 2010 em 21:58 | #18

    Esqueci de mencionar as "roupitchas" estilosas de Billy e Jimmy sob poder do medalhão Double Dragon. Não há New Wave ou crise dos anos 90 que justifique essa indumentária tão… gay!

  11. 31, outubro, 2010 em 18:13 | #19

    Faz tempo que não vejo esse filme. A última vez deve ter sido numa Sessão da Tarde há muitos anos.
    Uma pergunta: o tema do Double Dragon 1 toca nele?

    • Rafael '00Agent
      1, novembro, 2010 em 04:55 | #20

      Não que eu tenha reconhecido ou ouvido falar. Mas há um "cameo" da máquina de arcade no filme, hehe

  12. 31, outubro, 2010 em 21:06 | #21

    Pelo menos a música de encerramento é boa em seu contexto. "All togheter now" do grupo "Farm", que conta a história de um Natal na primeira Guerra Mundial em que dois exércitos inimigos deram uma trégua, que acabou se estendendo por vários dias e desagradou muito aos altos comandos militares da época que por sua vez proibiram a reincidência do acontecimento.
    O filme não aproveitou nem um terço da expertise em artes marciais possuído por Mark Dacascos, que embora nunca tenha atuado em filmes de relevância, é um dos melhores artistas marciais dos anos 90, tendo estrelado o soberbo "Combate, lágrimas do guerreiro". Outro filme dele bem mais underground mas com coreografia de luta extraordinária é "Driver, tensão máxima". Bom , este sofre do mal de Double Dragon, ou seja, não espere história, apenas porrada doída mesmo! Um abraço e muito cafezinho a todos!

    • Rafael '00Agent
      1, novembro, 2010 em 05:00 | #22

      É, no review eu detonei o cara, mas a especialidade dele não é atuar mesmo, e sim meter a porrada. Coisa que não foi muito bem aproveitada no filme!

  13. 20, novembro, 2010 em 16:39 | #23

    As músicas desses filmes pipoca dos anos 90 me fazem viajar. "All Togheter Now" do grupo "Farm", citado acima pelo robsonvieira, é nostálgico. Eu gosto muito. A adaptação de Double Dragon pode não ter sido grande coisa, mas consegue ser melhor que o "prometido blockbuster" Street Fighter A Última Batalha. Eu realmente não gostei, na época, de terem colocado Jimmy e Billy como se parececem dois idiotas de um filme de comédia. Minha impressão é que desperdiçaram a idéia de fazer um filme que poderia remeter os tempos dos filmes de gangues de rua dos anos 80, cenários escuros tipo o filme Fuga de Nova York. Claro, num degrau diferenciado (ex: eu sempre imaginava um filme semelhante aquela ilutração do Double Dragon III do cartucho e Mega Drive) Infelizmente, falta é mais ousadia nessas adaptações de videogames de hollywood.

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