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Maratona Passagem Secreta Game Movies: Resident Evil – O Hóspede Maldito (2002)

 

Maratona Game Movies, desta vez fugindo de zumbis sedentos de sangue. Resident Evil, ou, para quem gosta do título nacional, “O Hóspede Maldito”, é nosso filme do momento. Eu diria que este é um dos mais controversos filmes baseados em games, pois gera uma coisa meio de amor e ódio nos gamers, pelo menos com aqueles com quem já conversei sobre a produção; quem gosta, gosta muito, e quem detesta, detesta muito.

Se quiser saber se vale como adaptação ou, pelo menos como uma espécie de “fan service”, acompanhe nossa tortura espanhola avaliação a seguir.

Survival Horror

Michelle Rodriguez

Resident Evil não foi o primeiro game do estilo chamado “Survival Horror”, mas sem dúvida é um dos mais expressivos, até porque foi lançado bem na aurora dos videogames 32 bits. Na história do primeiro game da série, o esquadrão de elite Bravo Team, de uma divisão especial da polícia de Raccon City, chamada S.T.A.R.S, é enviado para investigar estranhos acontecimentos na floresta Arklay, que fica nos arredores da cidade. Como o Bravo Team desaparece por dias sem dar notícias, é enviado um segundo grupo de elite, o Alpha Team. Pro azar da equipe, eles descobrem o motivo do desaparecimento do grupo anterior: a floresta está cheia de criaturas que lembram cães, mas que parecem muito mais monstruosos e mesmo dilacerados. O ataque das criaturas já mata um integrante e os demais se vêem obrigados a se abrigar numa sinistra mansão no meio da floresta, pois o helicóptero que os trouxe já fugiu. Mas a mansão está longe de ser um lugar seguro, pois está infestada de zumbis e outras criaturas bizarras. Neste grupo, temos os dois personagens principais da história, com os quais podemos jogar: Chris Redfield e Jill Valentine. A investigação revela que uma poderosa corporação, denominada Umbrella, tentava desenvolver uma nova arma biológica que não apenas matasse o inimigo, mas que também o tornasse um tipo de arma. Isso é o T-Virus, uma praga sintética que transforma a pessoa infectada num zumbi. Mas algo saiu muito errado, e os S.T.A.R.S descobrirão uma conspiração muito maior do que sequer imaginavam.

Milla Jovovich, com Paul W. S. Anderson, garantindo seu emprego

O grande lance do jogo é que sempre foi possível assistir a um filme de terror, mas poucas vezes até então o jogador podia ter a impressão de estar dentro do filme, que é de um terror dos mais tensos: zumbis por toda parte, ambientes fechados e claustrofóbicos, munição restritíssima e uma terrível conspiração a ser revelada. A primeira impressão que se tem ao jogar RE é de que pode surgir um zumbi ou monstro hediondo em cada cômodo ou corredor por onde se circula e os sustos são garantidos mesmo para quem joga pela segunda vez. Transpor para um filme esse tipo de terror é complicado, pois, se RE é meio que baseado no esquema dos filmes de terror, como criar uma produção que não caísse no lugar comum, virando apenas mais um filme de gênero sem nenhuma associação com a série de games? Sem olhar muito para isso, a Capcom aprovou o projeto do filme, só não pulou nele de cabeça como aconteceu em Street Fighter, provavelmente com certo receio de o resultado ser similar à catástrofe vandammica de sua última investida nos game movies. O projeto foi mesmo levado a sério, a ponto de cogitarem o icônico George Romero, idealizador dos filmes que praticamente criaram o conceito de zumbis como os conhecemos, para a direção.

O CG Licker. Fiel ao original, mas bem tosco!

Muita coisa do primeiro jogo vem dos conceitos de Romero, embora seus zumbis não precisem de nenhum tipo de vírus para se tornarem mortos-vivos. Ele chegou a fazer um roteiro, que se passaria na mansão Arklay, e teria personagens do primeiro game: Chris, Jill, Barry, Rebecca, Wesker e Ada Wong. Romero também pensou num romance entre Chris e Jill, mas a Capcom não gostou do roteiro e engavetou o projeto por anos. No fim foi convocado Paul W. S. Anderson, que, embora não se tenha assumido ser esse o motivo, havia dirigido a ótima adaptação de Mortal Kombat. Milla Jovovich, que mais tarde se casaria com Anderson, seria a atriz principal e a porradeira gostosa de Velozes e Furiosos, Michelle Rodriguez, estaria no elenco. Digamos que, em termos de atrativos para a audiência masculina, o elenco principal não estava nada mal, considerando que os demais eram só uma penca de desconhecidos ou semi-conhecidos, mas preferi aguardar alguma imagem ou vídeo para tirar minhas conclusões. E até aqui eu estava animado sobre esse filme.

 

Internet que o valha!

 

Mesmo o recurso já existindo a algum tempo, RE foi o primeiro game movie que se valeu da internet de forma mais intensa para divulgação. Claro que ainda não existia um VocêTubo da vida para garantir uma difusão ainda mais massiva, mas vídeos com trailers e mesmo trechos do filme já eram encontrados na rede, além de um site com notícias e um diário de produção. O primeiro trailer que vi foi esse aí:

A ação me pareceu bem irada, mas de cara pensei: “onde é que a mansão Arklay foi parar?”. A cópia de Matrix na cena da voadora no cachorro é bem óbvia, mas penso que é meio injusto dizer isso, pois TODOS os filmes de baixo orçamento que precisam chamar a atenção usavam e ainda usam isso desde o filme original. O visual da dona Jovovich também me deixou incomodado. Quer dizer, quem em sã

Ada e Alice. Nem tentaram disfarçar!

consciência sai por um lugar cheio de zumbis de VESTIDO VERMELHO COLADO (considerando que não há uma história da Mônica com zumbis)? E não estou zoando, pois associei na mesma hora com Ada Wong, que é uma coadjuvante apenas citada no primeiro jogo, aparecendo em Resident Evil 2. Isso serviu para me deixar meio cabreiro, pois as semelhanças com o segundo jogo estavam mais óbvias, dando indícios que a ação na mansão não estava no foco do filme. Também não notei ninguém do primeiro game, como Chirs, Barry, Wesker ou a Jill, que, a menos que dessem uma “enfodecida latina” na personagem, não poderia ser a Michelle Rodriguez. Tudo foi esclarecido pouco depois por Paul Anderson, que disse que o filme se passaria antes dos acontecimentos do primeiro jogo. Por causa desse papo, junto com o tosco nome nacional, mudei de opinião, cismei de que ir ver isso no cinema era uma idéia questionável e por isso baixei na brava assisti por outro meio mais econômico. Só posso dizer que fiz um ótimo negócio!

A mansão ficou bem convincente, mas quase não foi aproveitada

Filme de ação, não game movie

“Oi, estou com essa cara porque agora eu sou um zumbi”

A história começa com algo acontecendo num laboratório bastante movimentado. Podemos notar que já deu xabu, pois um sistema de segurança com o logo “Umbrella Corporate” na tela ativa uma rotina automática de bloqueio total, prendendo ou matando a todos. Simultaneamente, uma mulher desperta nua numa banheira, completamente desmemoriada que, após se recompor, percebe que está numa mansão. Devo dizer que quando a mansão é mostrada, bastante parecida com o design dado a ela no game, me bateu um fiapo de esperança de que o roteirista tivesse visto a luz e resolvido focar a ação no local. Porém, assim como acontece com Alice,  não há muito tempo para tentar lembrar das coisas, pois um grupo de figuras em trajes militares invade o lugar, tão logo ela é encontrada por um policial, Matt Addison (Eric Mabius) que nem consegue se apresentar. Os dois são presos e os agentes dão a entender que ela é conhecida do grupo. Os agentes estão seguindo uma rotina, pois já abrem uma passagem secreta e descem para uma espécie de doca, onde um trem os aguarda. No trem, outro desmemoriado aparece e os agentes lhes informam que eles, agora tratados como Alice e Spence (James Purefoy, que perdeu a chance de ser o Cidadão V em “V de Vingança”), também são agentes, mas que foram atingidos pelo sistema de segurança da mansão e por isso estão temporariamente confusos. O local é um acesso secreto para o tal laboratório do início do filme, chamado de “Colméia”, que fica muitos metros abaixo do chão, sob a metrópole de Raccon City.

Rainha Vermelha, o holograma mais malvado do mundo

O objetivo do grupo de agentes é chegar ao computador central do laboratório, a “Rainha Vermelha”, e desativá-lo, pois os sistemas de segurança lacraram o local e estão programados para exterminar qualquer um que tente acessar a Colméia. A Rainha, entretanto, não está satisfeita com a idéia de ser desligada e reage com as defesas do lugar, o que já extermina quase todos os agentes, e também liberando locais onde as pessoas foram mortas no laboratório. Num desses locais, a agente Rain Ocampo (Michelle Rodriguez) vê uma mulher se arrastando e tenta ajudar, mas é mordida por ela, que se revela um zumbi, assim como dezenas de outros que surgem. Acuados, decidem religar a Rainha para tentar conseguir respostas. Embora ela ainda esteja disposta a matar todos eles, conta que o motivo do genocídio na Colméia foi a infecção pelo T-Virus, uma arma biológica que a Umbrella vinha desenvolvendo. O objetivo da criação do T-Virus é reviver exércitos mortos em combate, que se levantariam novamente guiados não pela sua inteligência, mas pelo mais básico instinto do ser humano: comer (literalmente). Mesmo que se trate de outro ser humano.

A evolução final do Licker. Ele começa mal e termina como um tremendo “defeito especial”

Outra ação da Rainha antes de ser desligada é liberar experiências que estão em containers no laboratório. É fato que nem todas sobrevivem, mas uma delas, que por associação sabemos que é um Licker, está para acordar. Nesse ínterim, algumas outras pontas soltas vão se amarrando: os flashbacks de memória de Alice e Spence, Alice começa a lembrar de suas habilidades marciais e militares, qual o motivo de Matt estar na mansão, como salvar a agente Rain, como esses zumbis são meia-boca, como dá pra ver que faltou grana pra um efeito especial decente no Licker, essa coisa corriqueira de game movies que a gente já conhece.

Uma pequena pausa: você, que jogou RE 1 ou 2, nota alguma semelhança? Nem eu… aliás, mentira.

O filme mistura muita coisa, mas no fim não consegue se apresentar como uma versão fidedigna o suficiente pra se associar ao material de origem. Tudo são sempre referências, plasticamente bastante convincentes, mas no final o objetivo (furado) foi ser um não-admitido

Momento de luta “Dog-Fu”

filme do segundo jogo. Está mais que na cara que Alice é chupinhada inspirada em Ada Wong, os agentes são uma referência ao Hunk, o agente da Umbrella que é personagem secreto em RE 2, Matt, o policial novato, é uma óbvia referência a Leon (só que com cabelo de homem) e o holograma da Rainha Vermelha remete a Sherry, a criancinha assustada e coadjuvante de Claire em RE 2. Também temos um monte de referências ao monstro inimigo de RE 2, o cientista William Birkin infectado pelo G-Virus, uma vez que estão em cena o zumbi manco arrastando uma barra de ferro, o monstro que mata o traíra da vez, o monstro que ataca o trem em fuga do laboratório e por aí vai. O próprio Licker, monstro que aparece a primeira vez em RE 2, comprova isso. Sem falar nos cenários, no laboratório subterrâneo, no trem e em mais uma porção de coisas que quem jogou o game algumas vezes (ou umas 20 vezes, como eu) consegue detectar facilmente. Enche muito o saco também o lance das “restrições orçamentárias”. Os efeitos especiais são grotescos em algumas partes, especialmente no Licker pós-evolução, que está menos convincente que o Escorpião Rei de A Múmia 2 (a desculpa foi que “resolvemos incluir esse monstro de última hora”) e na parte de alguns zumbis, onde qualquer mané percebe aquele chroma-key safado. As maquiagens ficaram até legais naqueles que aparecem em close, mas bem que podiam ter feito em todo mundo, pois na hora que aparece a “muvuca” de zumbis dá para ver que tem gente que não está nem com sangue de mentira na boca para falar “olhem para mim, sou um zumbi”. Socorro, George Romero!

Os zumbis de perto até convencem. Mas na muvuca, falta maquiagem

Enfim, os malvados morrem, Rain se estrepa e vira zumbi, o monstro morre (com direito a”bullet time” e tudo), Matt acaba infectado pela evolução do Licker e capturado por alguns cientistas, junto com sua agora amiguinha Alice. A cena corta e lá está ela pelada e sozinha de novo, dessa vez numa maca de hospital. Como o único traje disponível é um saco plástico e um jaleco, Alice sai do local despida vestida desse jeito e descobre que não só o hospital, mas a cidade inteira está completamente vazia e no mais absurdo caos. É o gancho gigante para uma continuação, que acabaria mesmo acontecendo.

 

É um zumbi!

Se a intenção de Paul Anderson era mesmo fazer um filme sobre RE 2, por que não colocar personagens do jogo para ajudar na associação por parte dos fãs? E daí que o Leonardo di Caprio não quisesse ser o Leon? Deve existir mais algum ator com franjinha de emo que toparia o papel. Por que não a Claire? Jill? Chris? Barry? Wesker? Rebecca, então, caraca? Mas é isso, o filme não tem absolutamente NINGUÉM dos games. Nem aquele cara do Gun Survivor que eu esqueci o nome. Essa idéia acaba tornando a produção apenas mais um filme de ação, usando apenas referências visuais para ligação com os games. Partindo da premissa que era pra ser baseado no game, RE é um filme sem alma, um verdadeiro “filme zumbi” para quem esperava uma adaptação dos games para a telona.

“Dá um beijinho na titia, lindinho!”

Porém os mortos-vivos parecem nunca sair de moda e Milla Jovovich de vestidinho colado certamente tem seu apelo, pois o filme não se deu mal nas bilheterias, arrecadando 41 milhões de dólares nos EUA e mais de 102 milhões no mundo. Para uma produção que custou razoáveis 33 milhões foi um resultado muito bom, que garantiu uma continuação e depois uma franquia nos cinemas. Claro, não é nenhum “blockbuster”, mas compensa bem o investimento. Como os fãs da série de games geralmente torcem o nariz para o filme, tudo indica que as pessoas que curtem ou não ligam para as incongruências por causa da ação ou nem se tocam que se trata de um filme baseado num jogo. E como filme de ação, tenho que admitir que RE se garante, desde que você não pense muito no enredo.

Seja como for, para o bem ou para o mal, RE já é a série de game movies mais longeva, com o maior número de sequências, mesmo que a personagem principal jamais tenha aparecido em qualquer jogo da série e que a maioria dos filmes não tenha relação com nenhum jogo em específico. E enquanto estiver colocando grana no bolso da Capcom deve continuar assim.

Nota 4 em 10 pra ele.

—————————————————

Chegamos ao momento sombrio de nossa maratona. Nosso próximo filme é House of the Dead. Adivinhem quem é o diretor…


Flavio Master

Retrogamer assumido, técnico em eletrônica, leitor de livros e quadrinhos, empreendedor individual, eventual colecionador de videogames e amante da cultura gamer em geral. Mas apanho um monte pra usar um tablet…

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  1. 22, junho, 2011 em 08:08 | #1

    Acho que demorou ainda pra eu vir aqui… Mas vamos lá. 😛

    Achei o review bem extremista, e eu tenho que dizer, detesto isso. Não vi ponderação no texto, apesar das informações muito bem colocadas e bem explicadas (principalmentes as referências!).

    O P.A. não teve intenção de fazer um filme baseado em RE2. Muito menos no RE1, ou no RECV, RE4, o que for. Ele simplesmente como bom fã da série (Sim, ele é! Os extras não me deixam mentir.), pegou o que achava legal nos games e colocou lá, sendo referência ou não, modificando a circunstância ou não.

    O problema de TODOS os fãs de RE que odeiam os filmes é aceitar que os filmes NÃO são adaptações e sim baseados nos games. E sim, isso tem MUITA diferença. Outra coisa que dói aceitar é que não são filmes de survival horror (gênero que só o primeiro RE conseguiu ser de fato), e sim, filmes de ação, voltados para a massa, para VENDER.

    Então, sim, por este ponto é totalmente plausível o filmes ter tantas diferenças. Mas o único argumento contra isso que eu vejo é: "Ah, mas eu não queria um filme de RE assim, eu queria um filme com a Jill, Barry, Chris e Wesker! Portanto, te odeio P.A.!". Please! ¬¬ É só aceitar que são histórias paralelas, aproveitar a diversão que os filmes oferecem e ponto! O que custa?! Se ainda fossem pessoas que pudessem ter feito diferente, tudo bem. Mas só vejo reclamação e nada de ação! Aliás, o filme vendeu bem, os números não deixam a desejar. O que se pode fazer contra isso?

    Falando tecnicamente do filme, concordo que os efeitos são bem ruins, mas eu me divirto A LOT com eles, ahahahahah! A atuação é bacana, dá pra engolir. Mas uma coisa que ninguém pode negar são os cuidados com coisas pequenas que existem neste filme. A forma como os personagens andam segurando as armas, o jeito que a equipe se comporta até mesmo vasculhando o local, o quão a Alice ainda era humana e determinada e expressiva. E até mesmo as portas se fechando e abrindo, são referências aos jogos! Os detalhes fazem a diferença (tirando o design :P).

    E uma coisa que preciso comentar… Eu já li o roteiro escrito pelo Romero. Eu gosto muito dele e de alguns filmes dele inclusive, mas… Ô ROTEIRO RUIM! PQP! >_<

    E uma curiosidade que faltou ser citado no texto e é MUITO interessante no filme… O nome da Alice não é mencionado NENHUMA VEZ durante todo o filme. Jutando isso ao fato de que ela perdeu a memória temporariamente no filme… Isso foi feito pra quem assistisse tivesse a sensação de sentir dentro do filme como ela, uma completa estranha se envolvendo em algo totalmente novo e muito perigoso. ;D

    Fico no aguardo dos próximos reviews! 🙂

  2. 22, junho, 2011 em 08:09 | #2

    Sensacional a resenha, ainda mais as piadinhas! E não tenho que concordar melhor: Infelizmente, Resident Evil falha em ser fiel ao jogo, aproveitando apenas material que permitisse com que ele fosse um filme de ação destinado à massa. O que deu certo na bilheteria.

    Mas acredito que essa nova abordagem do filme não é de todo ruim, afinal de contas, se a gente assistir um filme esperando que aconteça a mesma coisa que houve no jogo, fica bem sem graça e previsível. De certa forma, para um gamer, é até legal assistir esse tipo de filme porque a gente nunca sabe o que vem depois XD

    Aliás, quem é que vai pegar o House of The Dead? Sou eu? Se for, fedeu!

    Aliás, caso alguém tenha interesse, parece que o roteiro original do George Romero está disponível online: http://www.dailyscript.com/scripts/resident_evil_

  3. 22, junho, 2011 em 08:23 | #3

    @Jejé

    Poxa, tem tantos detalhes do filme aí que não me lembro… Preciso reassistir a série toda de filmes!

    Aliás, uma coisa que odiei nesse filme e ninguém chegou a comentar é a trilha sonora do Marylin Mason e do Marco Beltrani. Ela é uma das principais provas de que esse filme não procura seguir em nada ao jogo, com um rock eletrônico chato bagarai que só serve pra reforçar a premissa do Resident Evil de ser um filme de ação pura mesmo. O que não disse que é algo ruim, vale lembrar! Mas a trilha sonora do filme me decepcionou bastante.

  4. Flavio Master
    22, junho, 2011 em 09:40 | #4

    @Jejé

    Hehehe, acabo de provar minha teoria de que quem gosta, gosta muito, e quem odeia, odeia muito. Acertei a Jejé num nervo, pelo jeito.

    Na verdade, nessa forma como você colocou, eu sei que vou meio na contra-mão, pois sei muito bem que antes de fidelidade ao material original, as empresas de games querem que o filme VENDA! RE pode plenamente ser assistido por quem nunca jogou, o que é um mérito, mas quem joga e é um fã datado (e rabugento) como eu sente falta, sim, de algo mais patente relativo aos jogos. Não acho que jogar na tela "o mais legal" que eu acho na série justifique excluir a fonte. Fazer um filme só com os momentos "massavéio" que remetem aos games é subestimar o conteúdo que o game pode oferecer.

    Ademais, com todo respeito, Jejé, essa lógica de "não gostou faz melhor" é meio simplista. Se fosse assim, não existiria PROCON, críticos, comentariastas, etc., pois eu só poderia expressar minha opinião a respeito de algo se fosse um profissional daquilo, e não um consumidor. Receber um material ruim não me obriga a gostar dele, mesmo não sendo cineasta. E é justamente por isso que só assisti esse primeiro filme na íntegra e partes do Apocalypse (que só me fizeram desanimar mais de ver os outros). Mas os filmes agradam a massa, isso eu não posso negar, tanto que a série já chegou ao quarto filme. Enfim, preferências.

    @Rafael Fernandes

    Cara, HoTD é comigo. Acho que vou sentir saudade de RE…

  5. Flavio Master
    22, junho, 2011 em 09:52 | #5

    @Jejé

    Aliás, sobre o George Romero, há que se reconhecer que suas contribuições para a concepção do universo zumbi são impossíveis de ignorar, mas suas formas de roteiro e direção acabaram ficando meio datadas. Seu último filme, Land of the Dead, de 2005, foi uma completa galhofa. Por outro lado, a versão do Zack Snider para Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead) ficou simplesmente incrível. Pretendo ler o roteiro dele para RE, mas tenho quase certeza que a abordagem dele não seria tão moderna.

  6. 22, junho, 2011 em 09:56 | #6

    Eu nem sequer sabia que existia um filme de HoTD… Mas hein, esse filme nem sequer tenta passar a atmosfera do jogo (como O filme de Silent Hill conseguiu no começo). Não vou dizer que não me diverti com o filme (acho a Michelle Rodriguez uma das atrizes mais sexys de hollywood embora nenhum filme com ela sejam no maximo "divertidos"). Então é isso, um filme "assistivel"… Eu não me atrevi a assistir nem o 3 nem o 4 mas o 2 (que vi no cinema não sei por que) foi o que achei com mais referencias aos jogos (embora aquela Jill só esteja lá pra dizer que esteve no jogo pq não fez diferença nenhuma na "historia")…

  7. 22, junho, 2011 em 11:23 | #7

    Na época em que assiti ao filme eu só tinha jogado o remake do Resident Evil do GameCube. A única referência direta que percebi foi a cena do cachorro.

    Deixando de lado a parte gamística e analisando o filme por si só, a película não me agradou.

    Pelo que me lembro as partes com zumbis eram toscas e não me convenceram. Não me lembro de nenhuma cena de ação, só me lembro vagamente da cena do cachorro. Ou seja, não me assustei nem me empolguei com nenhuma cena de ação, só fiquei entediado assistindo a um filme insosso. Isso me desencorajou a assistir aos outros filmes da série, pois continuações costumam ser piores e eu não sou fã da série.

    O mesmo aconteceu com quando assisti ao primeiro filme do Final Fantasy anos antes: não conhecia (nem conheço) a série, esperava por uma coisa, mas na verdade era só um filme ruim.

    E ninguém falou sobre o grosseiro erro de tradução no subtítulo "O Hóspede Maldito". Traduziram ao pé da letra, o substantivo virou adjetivo e vice-versa >_< .

  8. 22, junho, 2011 em 13:01 | #8

    @Rafael Fernandes

    Pois é, a trilha do primeiro filme é bem fraca mesmo. De todos os filmes eu gostei mais da trilha do Afterlife! 🙂

  9. 22, junho, 2011 em 13:10 | #9

    @Flavio Master

    Menine, eu não quis colocar como "não gostou, faz melhor". Existem casos que isso pode ser aplicado sim (casos beeeeeeeeeeem mais simples). Mas o ponto é que fui interpretada erroneamente.

    O que quis dizer é que existem argumentos melhores do que o que citei. Até hoje não encontrei alguém cujo argumento negativo fosse realmente válido pra mim. Os do seu texto eu respeito, porém não me convenceram plenamente justamente por conta da parte "extremista". Não vi ponderação. Se foi ruim, foi ruim. Se foi bom, foi bom. Sendo que existem coisas boas dentre as ruins citadas. Enfim.

    Dê sim uma lida no roteiro do Romero. Eu respeito muito o cara, gosto de alguns filmes dele, mas o roteiro de RE que ele fez foi péssimo. Procure por um site chamado Resident Evil Database. Tenho quase certeza que lá existe o roteiro do Romero traduzido. Sem contar que o site é ótimo!

    No mais, é isso de se deixar ser rabugento e fazer isso transparecer no texto que não gostei. Deixou-o extremista, sem ponderação. Ainda assim, muito bem escrito e recheado de informações. Parabéns mais uma vez. 🙂

  10. Flavio Master
    22, junho, 2011 em 16:05 | #10

    @Jejé

    Bom, é meio aquela coisa de gosto mesmo. Se "ponderar" seria reconhecer o que o filme tem de bom, eu diria que os cenários e elementos, como a mansão, o trem de acesso, o laboratório e mesmo as aberrações como os cães Cerberus e o Licker ficaram fiéis e remetem bastante aos games, ainda mais considerando ser um filme de custo relativamente baixo. Elementos técnicos e visuais, a pirotecnia em geral.

    Mas não tem jeito, eu realmente não curti a história paralela que o roteiro apresenta por ela não se aproximar o suficiente nem do primeiro jogo, nem do segundo, e se tratando de filmes baseados em games, acho, sim, que devem ter não apenas elementos, mas também a trama (ainda que com adaptações) e personagens do jogo e isso esse filme não tem. Minha decepção com esse filme é a mesma de quem foi ver Final Fantasy e não viu nada do jogos no filme. Eu acho a trama pensada para o primeiro jogo muito boa e bem amarrada como pré-roteiro de um filme para que optassem por outra. Quando ouvi falar de um filme de RE esperava um filme de SUSPENSE, não de ação. E, na minha cabeça, esse filme era pra ser muito diferente.

  11. 22, junho, 2011 em 22:40 | #11

    Só vi o filme por causa da Mila Jovovich.

    #Prontofalei

  12. 23, junho, 2011 em 07:13 | #12

    @Flavio Master Desculpa generalizar assim, mas é pelos fãs terem a cabeça tão fechada assim que eu os odeio muito. Não só fãs de RE, mas de muitos outros jogos. Não digo que odeio você, afinal mal o conheço. Mas odeio esse tipo de reação radical. "Ou é 8 ou 80".

    Taí o motivo de eu raramente comentar algo ou não participar de fóruns. Cansa lidar com gente assim. u.u

    E fica meu breve desabafo.

  13. 23, junho, 2011 em 09:01 | #13

    Olha, eu até achei o filme mais ou menos, mais porque qualquer filme com zumbis me diverte razoavelmente. Mas acho fraquinho sim. Não vejo problema se o filme se afasta do game para ficar mais legal, mas se o filme se afasta muito do game e continua fraquinho, para mim é bola fora.

  14. 23, junho, 2011 em 09:40 | #14

    Assisti os 3 filmes a poucos meses, pela primeira vez, em sequência numa mesma tarde. Como não conheço muito bem o universo dos jogos por não ter jogado nenhum por inteiro, não fiz comparações – o que deve ter contribuído em deixar os filmes razoavelmente bons pra mim. Por ser um fanático pela franquia Alien, sou exigente em "filmes de monstros" – e eles me divertiram razoavelmente, aliás meu filme favorito baseado em VG é justamente o primeiro RE, superando o primeiro Tomb Raider em meu ranking pessoal.

    Mas dá pra entender perfeitamente para o fã do jogo, a falta de referências ou imprecisões pode incomodar bastante mesmo. Foi assim que me senti assistindo Prince of Persia… ou Doom 😛

    O "Hóspede Maldito" (lembram de "Gabriel Knight: The Beast Within" que a Brasoft traduziu para "A Fera Interior"? rs…), como filme isolado, achei até bom.

  15. Flavio Master
    23, junho, 2011 em 16:29 | #15

    @Talude

    Conheço muita gente que fez o mesmo.:P

    @Jejé

    Bom, nesse caso acho que estamos falando de istas e fanáticos, não de fãs. Eu me considero apenas fã, ainda assim dos dois primeiros jogos, pois deixei de acompanhar, ainda mais agora que RE virou uma espécie de shooter de ação e tirou os elementos que me atraiam. Vai por mim, se eu fosse "8 ou 80" com esse filme, teria dado nota zero, mas seria um absurdo, mesmo que eu não goste do filme. E pode ficar tranquila, Jejé, eu também não te odeio.:P Bandeira branca pra nós.

    @Orakio “O Gagá” Rob

    O que me fez assistir foi ser um filme baseado em game, Gagá. Se fosse pelos mortos-vivos, tem outros filmes de zumbis com melhor pedigree…

    @Cosmonal

    Hehehe, acho "A fera interior" mais aceitável que "O Hóspede Maldito". Agora, pense bem, a série atual não está tão "Resident" mais. Esse nome fazia mais sentido quando se aplicava a um local mais restrito, fechado. Hoje a ação de RE se passa em campo aberto, então qual seria um nome adequado? "Difused evil"? [foi mal, viajei aqui…]

  16. 25, junho, 2011 em 12:03 | #16

    @Orakio “O Gagá” Rob

    @Flavio Master

    @Rafael Fernandes

    Vocês deveriam ver o Resident Evil Degeneration esse sim faz jus a série se tratando de um "spin-off" que se passa entre o RE4 e RE5(sendo introdutório para este) e não foge do enredo origanal. Porém e uma animação com graficos semelhantes ao RE4 do PS2.

  17. 25, junho, 2011 em 13:43 | #17

    @Ighor H.(64Gamers)

    Esse é sensacional mesmo, Ighor. Inclusive tô até para reassistir esse negócio, já que a última vez que vi foi quando saiu em 2008, e depois, nunca mais…

  18. Agent13
    25, junho, 2011 em 16:30 | #18

    vou dizer uma coisa tosca: quando vejo a alice com essa roupa vermelha e saia, eu lembro da Jill no RE 3, justamente por causa da bota e da saia XD

  19. Flavio Master
    25, junho, 2011 em 19:45 | #19

    @Ighor H.(64Gamers)

    Cara, eu só comecei a ver e ainda não vi tudo por incompetência mesmo, mas na real? É INFINITAMENTE melhor que os filmes live action.

    @Agent13

    A Jill de RE Nemesis tava diferentona do visual militar do primeiro e, embora seja um traje absolutamente improvável para a situação, ficou muito mais atraente. Mas eu só consigo associar a Alice com a Ada mesmo. Devo ser um tipo de cromo-influenciável.

  20. helisonbsb
    5, julho, 2011 em 10:54 | #20

    gosto dos filmes de resident evil,,,acredito que em termos de ação foi o que teve mais haver com os games…é claro que muitos perguntaram sobre jill valentine no primeiro filme,,,mas ainda não vi nenhum filme fiel aos games,,,,mas resident evil pelo menos ainda prevaleceu o ambiente zumbis do jogo!!!!com beldades e tiros para todo o lado é o que importa, valeu!!!!

  21. leo_jiraya
    9, julho, 2011 em 20:09 | #21

    Vale citar tambem que a sequencia do filme em que a Alice tem que desviar de alguns lazers foi aproveitada em Resident Evil 4 ou seja, foi a primeira vez que um jogo pegou uma ideia original de um filme baseado nele!

  22. PJ
    8, novembro, 2011 em 13:00 | #22

    RE só foi jogo de terror mesmo no 1º, no 2º já foi totalmente para a ação. Mas eu gosto da trama de RE.

    Quanto ao filme, eu gostei só do 1º filme. Eu até consigo encaixar ele com os games. Tipo, o 1º filme pode começar antes do 1º jogo, se passar durante o 1º jogo, no laboratório debaixo da mansão que os STARS não encontraram e terminar no começo do RE2. Na verdade, quando eu vi o filme, pensei que era essa a idéia mesmo.

  23. 23, fevereiro, 2012 em 17:38 | #23

    Eu vi os 3 primeiros filmes de Resident Evil na esperança de que fosse gostar de algum deles, mas achei todos péssimos. Na minha opinião, quando um filme leva o nome de um jogo ele deve ao menos tentar complementar a história jogo (já que um filme com a mesma história do jogo pode ficar chato). Pra mim esse lance de pegar o que tem de "legal" e vendável no jogo e colocar num filme usando o nome do jogo não é muito bom… acho melhor que usem outro nome então, porque os fãs certamente irão assistir na esperança de encontrar um roteiro que seja fiel ao jogo.

    Foi muita esperteza e talvez o filme não seja tão ruim assim, afinal, já lançaram vários… Mas eu não gostei e não assisto mais nenhum filme da série. Ainda prefiro os jogos que, mesmo que tenham se tornado jogos de ação, ainda fazem algum sentido.

    • Flavio Master
      23, fevereiro, 2012 em 22:28 | #24

      Realmente, o maior demérito desse filme para mim é justamente ele se afastar do conceito original do jogo. Ainda vamos falar dos demais games da série, mas adianto que nem de longe são meus preferidos, muito menos filmes melhores que este.

  24. helisonbsb
    16, novembro, 2013 em 21:38 | #25

    gostei do filme,,,,, de vez em quando ainda assisto,,,,,,

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