Magical Hat Adventures – Decap Attack (MD) – Parte 1

Publicado em: 27 de abril de 2008, às 18:47, por mcs.

Sistema: Mega Drive

Jogo: Magical Hat No Buttobi Turbo! Daibouken (Magical Hat Adventures)

Desenvolvido por: Sega

Publicado por: Sega

Lançamento: 12/12/90

Sistema: Mega Drive

Jogo: Decap Attack

Desenvolvido por: Vic Tokai

Publicado por: Sega

Lançamento: 23/05/91

O jogo que deu origem ao clássico Decap Attack

….Magical Hat Adventures, ou simplesmente Magical Hat é o nome do desconhecido jogo que serviu de base para a criação de um clássico do Mega Drive: Decap Attack (escreve-se separado mesmo). Assim como o anime no qual o jogo foi baseado, ele era completamente desconhecido no ocidente, daí então o interesse da Sega em licenciá-lo (prática muito mais comum do que podemos imaginar). Magical Hat é muito parecido com outros jogos, tendo uma estrutura de jogo muito semelhante: Psycho Fox (Master System) e Kid Kool (Nes).

….Quando participei do 1º meme do blog, criei um mini-review sobre este jogo, o qual serviu de base e incentivo para que eu desse início à criação desta matéria. O que veremos a seguir é uma comparação mostrando as diferenças e semelhanças entre os dois jogos, entendendo melhor como foi feito esta “adaptação”.

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Comparação:

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Apresentação

 

 

 

 

 

 

 

Terremoto: No MH, logo no início da apresentação acontece um terremoto que separa as partes da ilha de Uson. No DA, o que separam-se são as partes do corpo de Chuck (que aliás, parecem serem feitas pedaços de terra, água, minério, etc).

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Abertura: Note a semelhança entre os chefes finais dos dois games (devem ser gêmeos…). De resto, tudo igual, tirando-se alguns detalhes gráficos. Os velho é substituído por um cientista, e seu ajudante também muda.

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Tela de apresentação: Também há semelhanças, mas nem tanto. Particularmente gostei do efeito de quebra-cabeças do MH. Apertando-se Start, temos Start e Options.

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Tela de opções: São idênticas, mudando apenas a cor de fundo, fonte e a energia (no MH são vidas enquanto no DA é a energia do personagem).

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Tela de vidas: Melhorou muito no Decap Attack. Além de informar o nome da fase atual, Chuck coloca o nº de vidas com a “cabeça”. No MH, apenas o personagem correndo e o nº de vidas.

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Jogabilidade

….A jogabilidade de Decap Attack é idêntica à de Magical Hat, no que diz respeito ao controle do personagem. Mas enquanto no MH não há energia (um esbarrão e adeus), a barra de energia de Decap Attack torna a experiência de jogo muito melhor e bem menos frustrante.

 

 

 

 

 

 

Perdendo a cabeça: No DA, se você for atingido por um inimigo quando estiver sem a sua cabeça grudada ao corpo, você apenas a perderá. Isso não acontece no MH: Se você não estiver com o ovo (sim, um ovo…) grudado ao seu corpo você morre! Isso faz com que o arremesso dessa arma seja mais evitado.

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Planando: O modo como Hat e Chuck planam para suavizar uma queda é igual nos dois games.

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Pular em inimigos: Uma maneira de matar inimigos é pulando neles (como todo bom game de plataforma) até enterrá-los no chão. A única diferença é que os pontos de MH dão lugar a ossos saltando no DA.

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Derrapando: A sensação de controlar os dois personagens não muda nada nos dois games, inclusive neste movimento de derrapar.

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Olhando para baixo: Quando derrapamos no fim de uma plataforma, acontece esta cena engraçada nos dois jogos: o personagem pára, olha para baixo (fazendo uma careta engraçada) e tenta voltar voando correndo para ela, às vezes conseguindo.

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Tentando voltar à plataforma: Qualquer semelhança com o coiote do Papa-Léguas não é mera coincidência…

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Arma de arremesso: Nos dois jogos seu principal ataque é o arremesso de um objeto. No Magical Hat ele é uma espécie de ovo mágico (hm!?), e no Decap Attack, um crânio.

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Ataque normal: Uma vez sem a arma de arremesso, só lhe resta o ataque normal. Hat dá um soco no inimigo, enquanto Chuck inova com um dos ataques mais engraçados legais do videogame.

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Bundada na água: Este peculiar movimento também foi passado para o Decap Attack. Destaque para a cara de diversão de Chuck!

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Ataque normal agachado: Um grande exemplo de como a jogabilidade de Magical Hat ficou mais refinada em Decap Attack. Dando um ataque normal e agachando-se logo em seguida, no MH o máximo que acontece é ver um erro de construção do personagem: ele fica com 3 braços (2 apoiados no chão e um dando soco, saindo da altura da orelha ^^). Já em DA, isso serve pra destruir blocos de pedra que estão no nível do chão, à sua frente. Confira nas imagens (o mesmo local nos dois games).

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fim da parte 1 (de 3)

PARTE 2 > > >

  1. Vallen
    14, junho, 2008 em 14:51 | #1

    No Decap Attack o que separam não são as partes do corpo do Chuck. Aquilo tudo ali é como se fosse uma grande ilha em formato de esqueleto.

  2. 14, junho, 2008 em 18:37 | #2

    Reitero o que escrevi: são as partes do corpo de Chuck sim.

    Tanto que ele é uma múmia sem cabeça, em busca das partes do seu corpo (esqueleto), e ao fim do jogo, quando você consegue reunir tudo, ele "vira" um garoto normal, como todos os outros.

    Essa história de ilhas não se encaixa no contexto do jogo. É como eu disse na matéria, apenas remete (ironicamente talvez) ao Magical Hat.

  3. 28, julho, 2008 em 21:11 | #3

    porque voce nao mostram dicas e codigos do jogo!?!?!?

  4. 29, julho, 2008 em 19:03 | #4

    Porque não quero cair no padrão comum. A intenção aqui é extrapolar os limites do esperado. 🙂

    Mas aguarde, numa fase futura o blog vai começar a abordar dicas, e ambos os games estarão incluídos!

  5. igo perckov
    1, fevereiro, 2009 em 09:45 | #5

    O tal game magical hat foi "americanizado"

    mas nao deixou de ser um bom jogo

  6. Luis Eduardo
    14, julho, 2009 em 08:43 | #6

    No Decap Atack o que separa são as duas coisas, a ilha e corpo do Chuck. Repare os nomes das fases : Abdome, coração, etc… Em Magical Hat, é realmente baseado em anime japones que só passou no Japão, eu vi apresentação no You Tube é muito bacana.

  7. 30, novembro, 2009 em 08:53 | #7

    Jogos como Decap Atack e Kid Camaleão deveriam ser adaptados para PS2. Seria muito legal.

  8. 1, janeiro, 2010 em 16:35 | #8

    Otimo post MCS…

    Até hoje ainda temos esse jogos "genéricos" de alguns grandes titulos…

    Fazendo um adendo a seu post, o Decap Attack também seguiu a mesma jogabilidade do Psycho Fox do master system, porém no Decap não é possivel mudar de personagem no meio do jogo.

  9. glauco silvano &quot
    28, outubro, 2010 em 06:39 | #9

    Game de aventura da Sega muito bom, mas que não teve sucesso suficiente para alcançar os tablóides no mercado dos clientes para uso principalmente em locadouras de video-games. Mas Magical Hat deixa o seu valor entre os jogos da Sega no estilo adventure. Abraços a todos.

  10. alexia
    21, julho, 2012 em 18:10 | #10

    Eu me lembro de ter ambos os jogos no meu mega drive 3 õ_o
    D: Eu era feliz e não sabia.

    • 21, julho, 2012 em 20:06 | #11

      Qualquer dia ainda vou zerar o Magical Hat Adventures, cheguei perto disso quando fiz essa matéria em 3 partes. Pena que o game não me empolga tanto quanto o Decap Attack.

  11. Giulian Vaz
    22, julho, 2012 em 20:58 | #12

    Eu cheguei a zerar os dois, e realmente o que dificulta no Magical Hat é o lance de perder uma vida com um golpe só, o que faz valorizar muito mais o uso dos itens e em que hora usar.

    No Magical Hat os chefes também aguentam mais golpes. No Decap geralmente a poção pra aumentar a força do golpe liquidava o chefe rápido se desse pra encaixar vários golpes dentro do tempo.

    Outra coisa que colabora pra dificuldade no Magical Hat é um sub-chefe que vem em umas três fases, que é mais difícil de ganhar do que uns chefes principais. Mais por outro lado dava pra juntar bem mais vidas com a quantidade de bonus.

    • 22, julho, 2012 em 21:49 | #13

      Nunca tive dificuldade em zerar Decap Attack, apesar do jogo ser relativamente longo e ter lá suas fases difíceis. Se o Magical Hat Adventures for um pouco mais difícil acho que dá pra vencer.

      Digo "acho" porquê não estou na minha melhor fase gamística, sem muito tempo para jogar games realmente difíceis. Ah se fosse aquela época em que eu não aceitava alugar um game na locadora e devolvê-lo sem zerar…

  12. 21, novembro, 2012 em 03:14 | #14

    Simplesmente sensacional a comparação! Realmente um excelente trabalho! Obrigado pessoal! Estão de parabéns!

    • 21, novembro, 2012 em 11:12 | #15

      Valeu Rafael! Nossa, escrevi essa matéria em 2008, há 4 anos. Não sei como arranjei tempo pra criar um "monstro" desses naquele ano em que minha vida se baseava em dar aulas e tentar dormir algumas horas.

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