S.S.T Band parte II – Discografia


S.S.T BAND PARTE 1 – INTEGRANTES E SHOWS AO VIVO.

Do total, a banda produziu treze álbuns, de grande sucesso, lançados pelo selo da Scitron e com acabamento de luxo; os encartes possuem comentários da banda para cada música, e até mesmo a partitura de algumas canções. Veja um resumo dos principais discos.

Série GSM (Game Sound Music)

Essa série de lançamento da gravadora Scitron servia para as outras produtoras também, ou seja, havia os CDs Taito GSM, Capcom GSM, etc… No caso da Sega, cada álbum continha de quatro a cinco arranges da banda, somadas a várias trilhas sonoras originais de jogos lançados na época; na maior parte das vezes, os arranjos da banda tinham relação com os jogos que estariam compilados no disco. Foram lançados cinco álbuns seguindo esse conceito, sendo que os dois últimos eram duplos.

Galaxy Force -G.S.M. SEGA 1-

Em Julho de 1988, foi lançado o primeiro da série, em CD, K7 e Vinil. Nesse

Capa do primeiro álbum oficial da S.S.T Band

disco, surgiu pela primeira vez a alcunha S.S.T. Band; porém, a banda ainda não estava completa, contando com apenas três membros. Na verdade, os músicos envolvidos na produção sequer tocaram juntos; Kimitaka Matsumae era responsável pelo sequenciamento e programação sonora dos instrumentos e bateria,  Koichi Namiki ficava com as guitarras, e Hiro contribuía com outros arranjos eletrônicos. Tudo fora gravado separadamente, depois mixado e

masterizado. Como disse Matsumae em uma entrevista recente, “a banda era apenas virtual”

Numa tendência que se seguiu nos álbuns seguintes, o álbum se dividia com faixas que cobriam a trilha sonora original do game (nesse

caso, os jogos eram Galaxy Force, Altered Beast e Thunder Blade) e rearranjos de alguns temas de outros jogos, em que as clássicas Magical Sound Shower e After Burner já marcavam presença. Há também o arranjo sensacional de Defeat, de Galaxy Force.


Power Drift & Mega Drive -G.S.M. SEGA 2

Em dezembro do mesmo ano, para promover o lançamento do console de 16-bit da Sega, foi lançado este álbum, que, como o nome já diz, tem o arranjo de uma música do arcade de corrida Power Drift, e algumas faixas de jogos do estreante Mega Drive, que são os de Phantasy Star II, Altered Beast e Space Harrier II. A banda estava se consolidando, deixando de se tornar apenas um complemento para as trilhas sonoras originais dos jogos, que vinham nos discos. E os games escolhidos para a parte de trilhas sonoras originais foram Alex Kidd in the Enchanted Castle, Super Thunder Blade, Power Drift, Dynamite Dux e Scramble Spirits

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sound team

mega drive band

Super Sonic Team -G.S.M. SEGA 3-

Em 1989, a coisa ficou um pouco diferente. O lançamento oficializou a banda, e trouxe vários convidados para arranjar outras músicas. Assim, apenas a Final Take Off e Splash Wave foram produzidas pela banda (de After Burner e Outrun, respectivamente); as faixas seguintes contavam com outros músicos, como 0 famoso guitarrista Issei Noro, da banda Casiopea, para a faixa Rush a Difficulty, do Turbo Outrun, cuja trilha sonora original (composta pelo Hiro) também está presente no álbum, junto com a de Golden Axe. Além disso, havia um arranjo de Tetremix, numa versão eletrônica estilo House, e outro para o Super Monaco GP, que não têm relação nem com a trilha sonora da versão Arcade (presente no álbum) quanto para a versão de Mega Drive (convertida e composta pelo Bo; o cara do tema do Alex Kidd). Nesse ano, a banda começou de fato a fazer shows ao vivo.

Hyper Drive -G.S.M. SEGA 4

Para o quarto disco, no ano seguinte, a banda estava completa e em plena forma. Voltando a dar destaque ao console de 16-bit da Sega, tinha dois discos – sendo o primeiro para os rearranjos e o segundo para trilhas originais dos arcades G-Loc, Bonanza Bros, Line of Fire e Alien Storm. O primeiro disco abre com um arranjo de parte da trilha sonora do arcade G-Loc (chamado de Air Battle), e depois, segue apenas com trilhas de jogos de Mega Drive – ou cuja conversão dos arcades havia acabado de ser lançada para o console – como Phantasy Star III, Sword of Vermilion, Super Hang On e Golden Axe. Tais arranjos foram feitos baseados nas músicas originais, mas tomando algumas liberdades, com um maior número de improvisações, solos de guitarra, mudanças de ritmo, etc. Assim, a banda adicionava características únicas aos arranjos, ao invés de simplesmente imitá-los.

S.S.T. Band Live! -G.S.M. SEGA-

Este é o álbum referente à apresentação da banda no primeiro Game Music Festival, em 1990. As faixas não estão na ordem exata em que foram tocadas no evento, principalmente porque algumas músicas foram cortadas, como a Sword of Vermilion, a Burning Point, do Thunder Blade – com um solo de baixo e bateria sensacionais – e a introdução da Last Wave. Talvez tenham feito isso para forçar as pessoas a comprar os VHS, já que cada uma dessas faixas estão presentes em cada um dos dois lançamentos em vídeo que cobriam o show. De qualquer forma, não sobrou espaço, pois o disco é recheado dos melhores arranjos de Game Music já feitos. Vale dar maior destaque às músicas que estiveram presentes no quarto álbum da banda e que, em sua versão ao vivo, ficaram melhores do que nunca, como a Air Battle (G-Loc) e a Sprinter (Super Hang On). E, claro, o Power Drift Medley, que é sensacional.

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Formula -G.S.M. SEGA 5-

Saiu um ano depois, após o sucesso da banda no primeiro Game Music Festival. O grupo volta a destacar as trilhas sonoras de arcade, iniciando com um arranjo da versão R360 de G-Loc, mixada de forma a simular um efeito 3D. O resultado acabou não sendo muito eficiente, então a faixa foi remixada em dois canais para o Mega Selection 2, coletânea de sucessos da banda lançada posteriormente. Após ela, vem Soup Up, de Rad Mobile. Na terceira faixa, a primeira composição original da banda: Belldeer Wild teve um considerável sucesso, sendo reaproveitada em alguns outros álbuns relacionados à músicas esportivas – mais precisamente, de Fórmula 1, e incentivando a banda a seguir com arranjos totalmente originais em trabalhos posteriores. Representando o Mega Drive, há apenas a música Shining and The Darkness, do rpg homônimo, cujo arranjo não tem nada especial. E, para fechar o primeiro disco, a excelente Time Attack,  de GP Rider, jogo de motocicleta praticamente desconhecido por aqui. No segundo disco, trilhas originais de Rad Mobile, R360 G-LOC, GP Rider, Cyber Dome Super Shooting System e Laser Ghost fecham o lançamento.

Série GSM 1500

Essa série se dedicava apenas a trilhas sonoras originais dos jogos, mas, em alguns dos games mais famosos, a SST Band contribuiu com dois ou três arranges, sendo alguns reciclados da série GSM convencional, ou então com bateria refeita e outras alterações. O 1500 vem do preço dos CDs, em ienes.

After Burner

Lançado em 1990, o CD começa com um medley bem legal, com duas faixas mescladas: Maximum Power~Red Out. Logo após, há uma segunda versão da After Burner, com uma bateria mais presente e outros instrumentos melhor mixados. Interessante ressaltar que a trilha sonora original do game presente no álbum está com uma qualidade muito ruim, com som bem abafado e pobremente mixado; infelizmente, esse é um padrão seguido nos outros álbuns dessa série. Outro detalhe é que tanto a Final Take Off e a After Burner originais estão presentes sem a melodia base, que, apesar de estar assim mesmo nos arcades, já havia sido apresentada  em álbuns anteriores da Sega que tinham essas músicas, como no Sega Game Music Vol. 2.

Strike Fighter

Saiu exatamente um ano e dois meses depois. O jogo é uma espécie de junção entre After Burner e G-Loc, colocando o jogador no controle de um jato, passando por diversos estágios e enfrentando os caças inimigos com a câmera em primeira pessoa, alternando em alguns momentos para terceira pessoa. É um bom jogo, com efeitos de scaling incríveis para a época. Saiu apenas no Japão. A banda produziu dois arranges bem simpáticos, no melhor estilo Fusion; enquanto Burn Out reproduz apenas a música de mesmo nome na trilha sonora original, a Hyper City é uma junção de Hyper Wooper com K-City.  Apesar da composição da trilha sonora original estar creditada à banda, quem produziu as músicas de fato foi o Takenobu R360 Mitsuyoshi. Ainda bem que ele não cantou. Brincadeiras à parte, é uma ótima trilha, bem adrenalizante

Outrun

O último lançamento da banda contendo arranjos de Game Music; há uma versão reformulada da Magical Sound Shower – apelidada de Rythm Retake Remix e uma releitura bem legal da Passing Breeze. Já a Splash Wave foi reaproveitada do Super Sonic Team Sega GSM 3. Só ficou faltando a Last Wave mesmo. Mais uma vez, a qualidade da trilha sonora original presente no álbum é duvidosa.

Blind Spot – álbum original

O derradeiro álbum da banda – lançado em 92 – não possui rearranjos de Game Music; todas as faixas são composições originais da banda. E, mesmo assim, não deixam de ser ótimas. No melhor Rock Fusion, o CD teve considerável sucesso, sendo utilizado em larga escala em vinhetas de programas de TV no Japão. De todas, duas faixas merecem destaque: Tachyon e I Can Survive. Essas duas músicas foram lançadas em single, pouco tempo depois, representando os temas de dois pilotos de F1: Gerard Berger e Ricardo Patrese, respectivamente. Desde o lançamento do disco, a banda passou a tocar com bastante frequência as músicas presentes no lançamento em seus shows ao vivo.

Compilações

Sega Mega Selection

Compilação lançada no final de 1989, reunindo alguns arranges de seus três primeiros álbuns. Como adicional, há a música Opa-opa, do Fantasy Zone. Lembro que conheci a música nessa faixa, e assim me interessei pela série; porém, acho que a original é um pouco melhor.

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Sega Mega Selection 2

Lançado exatamente dois anos após a primeira compilação, reúne as músicas de Hyper Drive, Formula e do SST Band Live. A música Earth Frame G, do R360 G-Loc, foi remixada, e apelidada de “Rythm Retake Remix”. Como adicional, há a faixa Sword of Vermilion em sua versão ao vivo (do Game Music Festival de 1990; bola fora, já que a versão do show de 91 é muito mais animada) , e dois arranges novos: o Turbo Outrun Medley, bastante competente e passando pela maior parte das faixas do jogo, e o Bonanza Bros, num arranjo estilo Blues.

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Back in The SST Band – The Very Best


Como parte do selo Game Sound Legend Series, da Scitron, este álbum, lançado em 2003, rememora os sucessos da banda, e até mesmo reúne a maioria dos seus integrantes para uma entrevista (ficou faltando o Hiro, Takenobu Mitsuyoshi e o Shingo Komori) transcrita no encarte do disco. Contém pelo menos uma música de cada lançamento da banda, com exceção do SST Band Live

Pela sua extensa discografia, percebe-se que a S.S.T Band, além de ser a pioneira dentre as bandas de Game Music, foi também a de maior sucesso entre todas. Apesar de sua dissolução, tem muita gente – incluindo eu nessa categoria – que ouve com exaustão suas músicas, torcendo para, quem sabe um dia, eles não se reúnam para uma apresentação rememorando os velhos tempos.

Para finalizar, um clipe, presente no DVD SST Band Live History, dos bastidores dos shows do grupo, ao som da Last Wave (de Outrun, claro) e  da We Are Desirous of Peace, de SDI.

  1. 17, maio, 2010 em 07:24 | #1

    Após saber o que faltava saber sobre a S.S.T., é hora de conhecer o trabalho próprio deles, inédito para mim. Sensação de que gostarei com certeza – para um fã da game music em geral (em especial desta banda) e do Casiopea, não tem erro! 🙂

    Valeu Rafael, ótimo trabalho e é de babar ficar olhando as capinhas dos originais…

    • 00Agent
      17, maio, 2010 em 15:35 | #2

      Valeu, cara. O legal dos álbuns da SST é que, no encarte, tem várias informações sobre as músicas, comentários dos compositores, e até partituras! É de babar mesmo!

  2. 17, maio, 2010 em 13:15 | #3

    Mais uma matéria excelente da S.S.T. Band!

    Toda a discografia da banda não só citada e mostrada, mas com detalhes e mais detalhes e links para baixar as músicas (aliás, sugiro que baixem todas!).

    Adorei a versão da música da segunda fase do Altered Beast (Closed in Upon Me)! Fora a capa do álbum "Power Drift & Mega Drive ", muito legal.

    Cara, acho que alguém poderia entrar em contato com o Tommy Tallarico, criador do VGM, e mostrar como seria grandiosa para nós, gamers fanáticos, uma apresentação da banda em uma edição da VGM.

    E quem sabe se, talvez, esse alguém não sejamos nós?

    • 00Agent
      17, maio, 2010 em 15:34 | #4

      Acho que eles estaria pouco dispostos a isso, uma vez que o evento é extremamente ocidental, e demandaria muito trazê-los. Sem contar que ia encher de ódio os Nintendistas, rsrs

      • 17, maio, 2010 em 21:28 | #5

        Ué, porquê a Nintendo não lança de uma vez a sua banda? Hum… melhor não… 😛

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