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Fighting Hero, um pirata de Street Fighter I

Como já falei gosto de descobrir cartuchos piratas, principalmente de NES onde houveram trilhões deles. Podem esperar futuramente mais posts sobre o tema “jogos piratas originais”. Esse aqui é uma versão do primeiro Street Fighter que foi lançado em 1987 pela Capcom japonesa para os Arcades e desde então rendeu muitas continuações.

O jogo em questão foi lançado em 1991 por uma produtora de Taiwan chamada Mega Soft. Esta que é na realidade chamada NTDEC (Nintendo Electronic Co.) e desde 1993 vem operando como ASDER que existe até hoje produzindo computadores infantis e pelo visto, com jogos próprios.

Fighting Hero tem um personagem para escolher chamado Leon que nada mais é que uma cópia do Ryu no SFI. E enquanto no Street Fighter você pode escolher entre o Ryu (P1) ou Ken (P2) aqui você joga somente com o Leon, em duas cores (apesar que, é a mesma coisa do SFI). O cenário no 2 players é essa casa rústica ao lado.

Leon possui o Hadouken (magia), o Shoryuken (uppercut) e o Tatsumaki Senpukiaki (giratória) mas é muito difícil de fazer, mais até que o SFI, onde lá também não era fácil. No início, você tem quatro lugares a escolher: Ásia, Australia (Oceania), África ou Europa. Para escolher o lugar onde você quer começar, basta pular e acertar o chute no vaso, tarefa muito difícil já que a resposta do jogo não é nada boa.

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Ásia: Na Ásia, o adversário é um ninja chamado Masa e tanto o cenário quanto o personagem são exatamente iguais ao Geki de SF1, incluindo os golpes: Teleporte e shuriken no ar.

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Austrália: Na Oceania, o adversário é o barbudo Vic e que dá muitas cambalhotas e em chutes. Não encontrei similar ao Street Fighter I

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África: Em pleno Egito, o adversário é o beduíno Billy (!?). Interessante notar que o estilo de desenho dele é muito diferente de Leon, a começar pelo contorno. Ele usa um bumerangue como arma e tem um grande bastão de forma que ele luta um pouco similar a Retsu e ao Eagle do SFI.

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Europa: Na Europa, o adversário é o holandês Alex (!?Quem escolheu esses nomes?), um lutador que dá muitos socos e por vezes chuta, de uma forma parecida com o Sagat e ao Adon de SF1.

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America: Esse estágio só aparece após derrotar todos os outros. Nos Estados Unidos, o adversário é o kickboxer (acredito que eu na verdade ele é apenas boxeador) Joe que somente tem golpes com as mãos (socos). De certa forma ele lembra o Mike de Street Fighter I (Mike esse que tem o nome devido a quem? Ele mesmo que você pensou!) e tem a aparência do Sagat. Abaixo você confere um vídeo com essa última luta e o encerramento com direito a bio dos personagens e também fotos dos programadores:

E a terrível tela de Game Over:

Fighting Hero teve pelo menos duas continuações, sendo que somente a versão III está emulada, devo falar dela no futuro. Existre outro pirata baseado em SFI, ele se chama Fighting Road. Outro que devo falar mais tarde também.

Faça o download de Fighting Hero aqui e você irá se arrepender e muito!

Sou professor de História, que também joga improvisionado em Geografia. Gosto muito de games alternativos, jogos que muitas vezes seguem o fora do padrão, assim como os piratas.

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Categories: Nes, piratas originais
  1. Anônimo
    25, janeiro, 2011 em 13:36 | #1

    Ruim

    • 25, janeiro, 2011 em 16:44 | #2

      Se o original já era ruim…

    • 25, janeiro, 2011 em 17:36 | #3

      A diferença entre esse pirata e o original é que o original tem os seus méritos, o pirata não. Mas até que os cenários são legais.

      Vou ver se falo mais de piratas e hacks em breve.

  2. 25, janeiro, 2011 em 13:39 | #4

    Irônico e muito estranho essa conversão pirata. Até o primeiro jogo já piratearam. Muito interessante. Destaque para a Ambulância.

  3. Marlon Vienna
    25, janeiro, 2011 em 16:15 | #5

    Fantastico !! incrivel poder (re)descobrir algo assim nos dias de hj.

  4. Sephrox (Douglas Oli
    25, janeiro, 2011 em 20:14 | #6

    Horrorível!
    Pelo menos deu pra rir com a tela de Game Over… 🙂

  5. 26, janeiro, 2011 em 05:07 | #7

    Se não me engado já joguei o 3, mas teria que relembrar. Quanto ao 1, resenha muito boa mas o jogo não se salva. =D

  6. 26, janeiro, 2011 em 05:44 | #8

    Legal a numeração dos Rounds, em especial o primeiro Round que é um dedão em riste que ficou bem engraçado !

    Fico me perguntando porque tantos dados dos personagens no final do jogo, altura, peso, velocidade…ta e dai ? Enchimento de linguiça, faltou só o toucinho pra completar.

    Interessante como haviam "Streets Fighters" piratas na época, da a impressão que a Capcom na época era burra tapando os olhos para essa demanda dos jogadores, se negando a fazer uma versão oficial para o console.

    Nunca soube o motivo disso, alguém ai teria uma resposta 😛 ?

    • 26, janeiro, 2011 em 08:02 | #9

      <blockquote cite="#commentbody-3147">
      Mestrechronos :
      Fico me perguntando porque tantos dados dos personagens no final do jogo, altura, peso, velocidade…ta e dai ? Enchimento de linguiça, faltou só o toucinho pra completar.

      Os perfis tem um motivo: No final do SF1 aparecia uma foto dos lutadores derrotados (e machucados) então eles deram um motivo a mais para que fosse feito o perfil.

  7. 26, janeiro, 2011 em 07:20 | #10

    Pô, não tem nem parallax, sacanagem! 😀

  8. 26, janeiro, 2011 em 11:34 | #11

    Não tem como rir desse dedo no Round 1 e dessa ambulância. Que troço zoado!

  9. 26, janeiro, 2011 em 14:57 | #12

    <blockquote cite="#commentbody-3147">
    Mestrechronos :
    Legal a numeração dos Rounds, em especial o primeiro Round que é um dedão em riste que ficou bem engraçado !
    Fico me perguntando porque tantos dados dos personagens no final do jogo, altura, peso, velocidade…ta e dai ? Enchimento de linguiça, faltou só o toucinho pra completar.
    Interessante como haviam “Streets Fighters” piratas na época, da a impressão que a Capcom na época era burra tapando os olhos para essa demanda dos jogadores, se negando a fazer uma versão oficial para o console.
    Nunca soube o motivo disso, alguém ai teria uma resposta ?

    Vero, o primeiro street fighter só chegou no TG16, sob o nome "Fighting Street" ou algo do tipo. Mas acho que a Capcom sabia a bomba que tinha em mãos para não fazer mais outras versões caseiras.

    • 27, janeiro, 2011 em 16:46 | #13

      Não teve versões caseiras? Veremos:
      Amstrad CPC (1988), PC Engine CD (1989), Amiga (1988), Commodore 64 (duas versões diferentes: uma europeia e uma americana ambas em 1988), MS-DOS (1988), ZX Spectrum (1988) e Atari ST (1988).
      Sim, computadores contam como versão caseiras.
      O PC Engine (em CD) foi o último a receber e dois anos depois do original. Público para esse jogo tinha e a Capcom percebeu isto, publicando esses games na Grã-Bretanha principalmente. Se a Capcom não percebesse isso e com uma pequena ajudinha da SNK também, no futuro direi o porquê, jamais existiria SFII.

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