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Sega Ages Online – Alex Kidd, Revenge of Shinobi e outros para XBox e PS3 com uma série de extras!

Apesar de andar mal das pernas no Ocidente, a Sega lá no Japão anda de vento em popa, investindo bastante em relançamentos de seus jogos mais clássicos para as plataformas digitais. Ainda bem. No último dia 29, a empresa anunciou o selo Sega Ages Online,  que pretende trazer os games de maior sucesso da época de ouro da empresa recheados de novos apetrechos que só a geração atual de consoles pode trazer. Mas calma: diferente dos relançamentos anteriores que a empresa já fez para o Xbox e PS3 (cuja produção foi terceirizada para a Backbone Entertaintment), aqui a coisa parece ser mais séria; afinal de contas, o nome “Sega Ages” não parece ter sido escolhido à toa, remetendo diretamente às coletâneas espetaculares lançadas para o Playstation 2 até o ano de 2008 – me refiro aos jogos do volume 15 em diante, e não aqueles remakes em 3D horrorosos que vieram antes.

Dito isso, os jogos que irão inaugurar a série já foram escolhidos e serão lançados em breve tanto para XBLA e PSN. O conteúdo dos games será o mesmo em ambas as plataformas; a diferença está na forma como serão lançados. No PS3, os jogos a seguir serão vendidos de forma individual:

  • Alex Kidd in Miracle World (Master System, 1986)
  • The Revenge of Shinobi (Mega Drive, 1989)
  • Super Hang On (Arcade, 1987)
  • Wonder Boy in Monster Land (Master System, 1988)
  • Wonder Boy III: Monster Lair (Arcade, 1989)
  • Monster World IV (Mega Drive, 1994)

Cada jogo será vendido ao preço de 600 ienes, o que deve converter para cá ao preço de 5 dólares, ou 10 reais. Confira abaixo as imagens dos jogos e seus respectivos menus genéricos (em japonês) para o PS3:

Já no XBox 360, os games serão lançados em pacotes de três; mesmo que estes não tenham relação nenhuma entre si além de serem jogos muito bons, o que é o caso do Sega Classics Collection, que terá o Alex Kidd, Revenge of Shinobi e Super Hang On em um pacote só. Apesar do nome “Alex Kidd and Friends” (como era especulado anteriormente) ser algo meio ridículo, fica bem mais fácil de encontrar nas buscas do que com esse nome genérico escolhido de forma definitiva – pelo menos por lá no Japão. A outra coletânea é a Monster World Collection, com os mesmos três jogos da série citados acima na lista para PS3. Ambos serão vendidos por 800 Microsoft Points, o que equivale a 10 dólares.

Veja abaixo as ibagens de apresentação na loja da Live e seus respectivos menus (desculpem se a partir ficar um pouco bagunçado, o WordPress não me ajuda)

 

Extras e características especiais

Se só o resgate dessas obras-primas com menus tão estilizados não fosse o suficiente para comprá-las, ainda há uma série de extras muito legais tanto para os jogadores casuais quanto para os fãs hardcore. A Sega informou que todos os jogos foram convertidos o mais fielmente possível em relação aos originais; mas isso todo mundo diz, não é? Pois é. Mas o caso é que, se determinado título possui múltiplas revisões como “versão 1.0, 1.1″ e etc, cada uma delas estará disponível para escolha. Porém, acredito que a única exceção seja o Revenge of Shinobi, uma vez que o game passou por várias versões diferentes justamente para remover vários personagens que infrigiam direitos autorais – como você pode saber mais neste post que escrevi há uns 400 anos atrás.

Além das diferentes reedições, também há a possibilidade de escolher entre a versão original japonesa e a ocidental, sendo que o Monster World IV, nunca lançado originalmente por aqui, recebeu um trabalho de localização oficial inédito para esta coletânea.

Em todos os jogos, há também a possibilidade de usar de Save States para salvar a partir do ponto que quiser. Enquanto que não é uma novidade para quem costuma jogar nos emuladores, o uso dele é bastante discutível nos relançamentos oficiais; afinal de contas, é criada uma facilidade que não existia originalmente, retirando parte da diversão (ou frustração) daquele jogo. Matando dois pássaros com uma só pedra, foi criado o “Trial Mode, que é como o game normal, mas impondo uma série de definições nas configurações do jogo, como restringir o número de vidas ou obrigar determinada dificuldade, etc. Há também nele uma série de desafios menores dos quais é possível enviar o desempenho para os rankings online, aumentando ainda mais a longevidade dos jogos.

Mas o mais interessante vem agora: é possível com que cada jogador salve um replay de toda a sessão de jogo e envie junto com suas estatísticas para as leaderboards. Quer saber como o cara conseguiu terminar Revenge of Shinobi sem perder uma vida e usar um shuriken sequer? Só assistir ao replay e ver como ele conseguiu tamanha façanha. Note na imagem abaixo como o modo possui todas as opções para avançar, retornar, pausar, e até mesmo uma interface gráfica que mostra todos os botões pressionados para cada movimento no game.

Fechando o pacote, existe também a Jukebox, que, como o nome já diz, permite tocar todas as músicas da coletânea. De acordo com o release oficial, será possível organizar playlists, e a disponibilidade das faixas nela apenas dependerá do fato de você ter ou não os games; ou seja, é possível carregar as músicas de Alex Kidd em Revenge of Shinobi, sem precisar trocar de jogo, desde que você o tenha adquirido. A interface gráfica mais uma vez merece destaque por ser bem bacana e mostrar todos as notas disparadas pelos canais do chip sonoro do game, exibindo todos os truques dos quais Yuzo Koshiro, por exemplo, dispôs para produzir as músicas brilhantes do Revenge of Shinobi. Puro luxo.

Nada foi pronunciado sobre, assim como no Sega Ages de PS2, ser disponibilizada alguma artwork do jogo, como imagens promocionais, artes conceituais e etc. Vamos esperar que sim. Aliás, todas as características acima são aplicadas aos relançamentos no Japão; espera-se que tudo seja mantido para nós, ocidentais.

E o Super Hang On?

Além de todas as novidades comuns a todos os seis jogos que foram apresentados acima, cada jogo tem seus extras próprios, na maior parte das vezes consistindo em particularidades no Trial Mode. Mas o Super Hang On merece destaque. A conversão aqui vem diretamente do arcade (graças a Deus, uma vez que a versão de Mega é uma coisa simplesmente horrorosa) e vai permitir suporte a imagem 3D estereoscópica, com duas formas de representação: um para as modernas TVs compatíveis com a tecnologia e outra usando a velha forma de visão anáfliga, necessitando o uso dos clássicos óculos com lente azul e vermelha. Se o jogo já dava um pouco de tontura devido à rápida velocidade com que a tela se movia, imagine agora…

Há também um modo especial chamado “World”, que une todos os continentes em um mapa só, totalizando 48 estágios seguidos correndo contra o relógio, que terá ligação direta com o Trial Mode. Se eu nunca consegui nem mesmo conquistar a América (no jogo), que dirá o mundo inteiro…

 Vou ou não vou?

A princípio, por padecer da viuvez dos arcades, o Super Hang On já valeria a minha compra. Mas, como no Xbox não será possível comprá-lo sem o Alex Kidd e Revenge of Shinobi, vejo como uma grande oportunidade de terminar ambos os jogos de forma apropriada – nunca zerei o Alex Kidd, enquanto que, no Revenge of Shinobi, só fiz o final ruim. Após ficar um pouco desapontado com os relançamentos que a Sega tem feito por aí (principalmente por sempre arrumarem um jeito de ferrarem com o som), a conversão recente de Daytona USA e o nome Sega Ages (sinônimo de qualidade no Playstation 2) me animam para gastar os 800 pontinhos no Sega Classics Collection. Vamos torcer para que tenha bastante retorno, sirva como incentivo para o resgate de mais clássicos, e, principalmente, tire a Sega do mar de lama.

Para mais imagens, confira: GameWatch

Jornalista de games, editor de vídeo e estudante de Audiovisual, escreve atualmente para a Revista OLD! Gamer. Além dos joguinhos, também dá pitacos sobre cinema, TV e tecnologia; sempre acreditando que a ironia é a melhor forma de sinceridade. Ouve Game Music e trilhas sonoras de filmes durante a maior parte do tempo, mas jura que é uma pessoa legal. Seguista, badernista e exorcista.

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  1. 31, março, 2012 em 18:45 | #1

    Estou um pouco cansado destes relançamentos…

    • 31, março, 2012 em 20:08 | #2

      Eu acho que nesse caso é até válido, viu Sandro. Não é que nem aqueles jogos de Mega Drive que eles viviam empurrando goela abaixo da gente a cada ano. E tem esses extras que gostei muito.

      Mas é como eu disse, se não fosse pelo Super Hang On, acho que deixaria passar também.

  2. 31, março, 2012 em 20:35 | #3

    Aí sim, heim! Tava farto daquelas versões pioradas da Backbone. Mesmo q os games em si não tenham quase nada de novo, esses extras já chamam bastante a atenção! Só pelas imagens dos menus e das bordas já dá pra ver q esses relançamentos têm um bom empenho!

    Esses eu compro com certeza!

  3. 1, abril, 2012 em 14:18 | #4

    Sonic's Ultimate Collection humilha isso aí e saiu em disco.

    • 1, abril, 2012 em 16:03 | #5

      Comparação meio complicada de fazer, até porque o Sonic's Ultimate Collection tem um preço maior em relação ao que estes joguinhos acima terão quando forem lançados.
      Em relação a ser disco ou não, eu não vejo vantagem também, além de ocupar espaço e ter risco da mídia degradar ou sofrer algum dano.

  4. 1, abril, 2012 em 21:16 | #6

    Ótimo post! Como tenho PS3 e estarão de maneira individual na PSN irei de Shinobi e Super Hang-On. O recurso de Replay é bem interessante

  5. Eduardo Casola Filho
    3, abril, 2012 em 00:43 | #7

    Acho que outro jogo que poderia ganhar um remake, atéporque uma geração ficou marcada té hoje, tanto que usam como referências para charges
    http://blogdocapelli.warmup.com.br/2012/04/checo-

  6. helinux
    3, abril, 2012 em 22:30 | #9

    legal, parece ser interessante!!!

  7. Talude
    12, abril, 2012 em 21:14 | #10

    Esse do Hang-On de dar a volta ao mundo é tenso!
    Mas eu acredito que pela capacidade, daria para ter muito mais jogos!

  8. DarkusBR
    9, janeiro, 2013 em 13:18 | #11

    Não entendo por que a SEGA não lança os jogos deste modo no Steam, agregaria muito valor!

  9. 9, janeiro, 2013 em 17:19 | #12

    Boa observação, viu. Mas eu acho que para a empresa não seria interessante, além de ficar confuso. Vários desses jogos que fazem parte dessa nova coletânea já foram lançados no Steam, em adaptações da infame Backbone.

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