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Passagem Pirata Especial: Os termos dos games

Muitas vezes os termos dos jogos piratas confundem as pessoas. Isso se deve ao fato de que há vários termos semelhantes entre si. Muitas vezes há a acusação de um jogo ser pirata enquanto ele não é e também o contrário acontece. Por isso, uma explicação rápida dos jogos que sempre entrarão. O único que não é pirata nessa lista é o Hack oficial e depois explico o porquê dele estar aqui.

Pirate / Bootleg (ilícito)

Para os jogos pirate ou bootleg há duas possibilidades:

A primeira opção é que todos os jogos piratas são pirates ou bootlegs, seme xceção.

A segunda é mais restrita: são os jogos que as próprias fabricantes já vendem, mas para eles conseguirem lucro, eles próprios reproduzem o jogo já existente, com capa nova ou mesmo sem capa, muitas vezes eles alteram o nome do jogo somente na capa. A expressão “bootleg” é muito comum no MAME, onde aparecem mais sendo do primeiro tipo e foram as primeiras a ser emuladas devido a um motivo: elas apresentam configuração de proteção já quebrada. Esses jogos muitas vezes não possuem o nome da fabricante original, ou ele riscado ou mesmo substituído.

Lucky 74 (Arcade)

Crazy Kong (Arcade)

 

Unlicensed (Não licenciado)

O jogo não é licenciado quando a fabricante desse jogo não possui autorização da produtora do console para lançá-la nele. O caso mais comum é o do Game Genie (fabricado pela Codemasters) publicado pela Nintendo. Não são bem jogos piratas, mas são companhias com status bem menor do que as companhias do próprio console. Mesmo assim, a Nintendo ao impedí-la de publicar seus jogos, ficou sem ganhar lucros. Há também jogos ligados a sexo e religiosos, que são mutias vezes também piratas originais. Outra produtora que também enfrentou esse problema foi uma subdivisão da Sega, a Tengen que lançava jogos para o NES.

 

Noah

Bee 52 (NES)

Dizzy the Adventurer (NES)

Pirate original (Pirata Original)

É o jogo pirata feito do zero, seja a partir de um jogo já existente, mas não se trata de uma reprogramação e sim de títulos até então inéditos. Muitas vezes a engine de um pirata original é reaproveitada em outros jogos também piratas. Às vezes, o pirata original pode ser a continuação de um jogo já existentes. Essa categoria abrange muitas categorias de jogos aqui, principalmente os não licenciados.

Soul Edge vs Samurai Spirits (SMD)

Boogerman II (NES)

Sonic Jam 6 (SMD)

Mortal Kombat II – Special 56 Peoples (NES)

Tradução não autorizada

Por algum motivo, esse jogo foi lançado para algum console e nesse país lançado não ganhou versão para essa língua. Muitos jogos ganharam tradução em árabe, coreano e chinês sem a autorização da produtora inicial. O curioso é que muitos jogos, devido a falta de conhecimento do inglês (ou do japonês) é que muitos jogos não só ganharam traduções não autorizadas, assim como roteiros novos.

NARC (NES)

F-1 Race (NES). Ambos traduzidos para o russo

Hack

A palavra Hack no contexto dos games quer dizer alteração. O hack, nesse caso, é que qualquer pessoa que com o advento das roms pode alterar um jogo à vontade, inclusive criando novos, do mesmo jeito que era antes, mas de forma menos complexa do que era antes, inclusive usando programas editores, o que facilita mais ainda a alteração desses jogos.

 

Super Mario Adventure (NES)

Sonic Megamix (SMD)

Multicarts

Os multicarts são cartuchos com dois ou mais jogos, que podem incluir somente jogos piratas, somente jogos originais ou ambos. Mesmo a Sega e a Nintendo publicaram seus multicarts e usando a mesma técnica do pirata: Se você ver um multicart (por exemplo, de NES), ele pode ter 16Mb. No caso, o cartucho não reconhece o cartucho como único, mas sim, como se fossem vários cartuchos. Muitos multicarts piratas possuem repetições de jogos e nesse caso, cada jogo pode começar em uma fase diferente ou ter pequenos detalhes aqui e ali.

 

 

10000000 in 1 (NES)

Super New Year Cart 15-in-1 (NES)

Mega Games 10-in-1 (SMD, esse é oficial)

 

 

Hack oficial

É o jogo que uma fabricante lançou de forma oficial e uma outra (ou a mesma) fabricante que também lança jogos para esse console o reprograma por algum motivo para torná-lo mais popular no local em que ele não foi lançado. Há também traduções autorizadas. Nenhum desses jogos é pirata, já que há a autorização da fabricante.

Kamen no Ninja – Hanamaru (NES) é a versão original de…

Yo! Noid (NES)

Ghost House (SMS) é a versão original de…

Chapolin vs Dracula: Um Duelo Assustador! (SMS)

 

 

Fotos: Emu-Land, Planetemu, Bootleg Wiki, Cah4e3

Obs: No futuro, pretendo atualizar esse post com as revistas que faltam. No próximo Passagem Pirata ele deve estar ok.

E continue participando da enquete, já que ela está empatada!

Sou professor de História, que também joga improvisionado em Geografia. Gosto muito de games alternativos, jogos que muitas vezes seguem o fora do padrão, assim como os piratas.

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  1. 30, maio, 2012 em 16:51 | #1

    Como exemplo também de hacks oficiais tem os jogos brasileiros da Tec Toy (os da monica e tal). Tem um do Pica Pau pro Mega Drive que é um Pirate Original tbm.

    • Talude
      30, maio, 2012 em 19:06 | #2

      Pica Pau não é Pirate Original, é um jogo produzido por uma empresa que licencia os jogos. Seria Pirate se fosse uma não autorizada.

      • 4, junho, 2012 em 16:47 | #3

        Opa, então confundi as coisas. Eu não sabia que era licenciado. Duke Nukem do Mega tbm é licenciado?

        • Talude
          5, junho, 2012 em 18:52 | #4

          A TecToy foi a distribuidora fo Duke Nukem 3D (do PC) no Brasil, de repente ela pediu para a iD algum benefício extra. (Mas, sinceramente, eu esperava um Doom ou um Wolf3D, acho que o jogo seria bem melhor)

  2. 30, maio, 2012 em 17:19 | #5

    Eu sempre via a palavra bootleg nas ROMs de arcade, mas não fazia ideia do que significava. Os hacks oficiais geralmente ficavam bem feitos… durante a minha infância joguei Mônica no Castelo do Dragão, Yo Noid e tantos outros hacks sem saber disso, só descobri anos depois, rsrs…

    Ótimo post, é sempre bom conhecer os termos usados nos nomes da ROMs! :)

  3. Talude
    30, maio, 2012 em 20:41 | #6

    Esqueci de dizer:a enquete encerra daqui a dois posts de colaboradores do blog, descontando os meus.

  4. B. Casais
    30, maio, 2012 em 21:18 | #7

    Onde consigo essa rom do 10000000 in 1 de NES?

  5. L. Souza
    31, maio, 2012 em 18:58 | #9

    E os jogos do tipo Campeonato Brasileiro? São considerados o quê?

    • Talude
      31, maio, 2012 em 22:13 | #10

      É um hack não oficial (é, faltou esse, mas não coloquei pq tem hack duas vezes já).

  6. Gamer Caduco
    31, maio, 2012 em 21:03 | #11

    Bacana aumentar o vocabulário pirata sem precisar de pernas de pau! :)
    Ficou bem legal o post, tinha alguns termos que eu desconhecia, embora soubesse a maioria.
    Abraços

  7. Bill enderic
    2, junho, 2012 em 20:42 | #12

    Eu sempre fui avesso a esses games piratas, normalmente tem uma qualidade terrível e vem recheado de bugs. Mas acho interessante quando traduzem o jogo, isso sim traz benefício, principalmente em RPG, eis um ponto bom.

  8. Emerson
    3, junho, 2012 em 10:33 | #13

    O screenshot do Sonic Megamix está errado.
    Ele é do fangame Retro Sonic: http://www.youtube.com/watch?v=AsFHfrfQEbM

    • Talude
      4, junho, 2012 em 01:08 | #14

      Opa, obrigado pela informação, Emerson. Vou corrigir!

  9. 7, junho, 2012 em 18:09 | #15

    A Tengen nunca foi subsidiária da Sega. Ela apenas tinha os direitos para produzir ports dos arcades da Sega para o NES. A Tengen era subsidária da Atari Games, antiga divisão de arcades da Atari (se separaram em 1984), e, na época do NES, a Atari Games tinha como sócia majoritária a Namco.

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