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Passagem Secreta para um Universo Alternativo – E se… o Dreamcast não tivesse falhado?

Lá vamos nós para outra viagem à realidades paralelas, dessa vez num ponto do tecido tempo-espaço onde o Dreamcast se tornou o mais aclamado videogame já feito pela humanidade (putz, que exagero!). Venha com a gente e veja o que aconteceria se o último console da Sega não tivesse falhado, e mais, se tivesse bombado fodásticamente.

Legal é que o logo do Dreamcast já tem cara de vórtice temporal

Ao passado, mais especificamente em 1998…

Um pouco antes…

Em meados da década de 90, a Sega não vinha muito bem das pernas. Depois de um grande sucesso na era dos 16 bits, a empresa foi eclipsada pela Nintendo e as vendas iam mal. Na tentativa de melhorar o Mega Drive/Genesis, acabou lançando add-ons para seu sistema (Sega CD e 32X), que não agradaram, já que a maioria dos jogos não trazia avanços gráficos ou melhorias que valessem a pena.

O Saturn se tornou o fardo da Sega nos anos 90

Já na era dos 32 bits, a coisa não foi muito melhor. O lançamento precoce do Sega Saturn, visando surpreender o mercado antes da entrada do Playstation, acabou sendo um grande tiro pela culatra, já que isso impediu a participação de muitas desenvolvedoras de games no lançamento e também um acordo de distribuição com os maiores varejistas dos EUA, Wall-Mart e KB Toys, que, para piorar, entenderam a atitude da Sega como “traição” (e não como “surpresa”, como deveria ser) e boicotaram os produtos da empresa. Mesmo após o lançamento, as desenvolvedoras reclamavam da plataforma, pois, segundo diziam, era muito complicada para programar devido à complexidade do hardware, o que fazia com que os jogos demorassem mais para serem feitos e lançados no mercado. Tudo isso sem falar que a Sega pensou num videogame com estrutura avançada para jogos 2D, visando a perfeição na conversão de sucessos do arcade (que, convenhamos, eram realmente MUITO melhores que as versões para Playstation), mas a coqueluche gamer da época era voltada para os jogos 3D. Ainda assim o Saturn fez um relativo sucesso no Japão, onde era o segundo console mais vendido, superando o Nintendo 64 e perdendo apenas para o PS, mas gerou um prejuízo de mais de 270 milhões de dólares nos mercados estadunidense e europeu, onde sempre foi o terceiro console mais vendido.

Cansada de apanhar, a Sega decidiu abrir as portas da “sexta geração” dos videogames e desenvolver um produto diferente, avançado e inovador, com tecnologia inédita até então. A unidade da Sega nos EUA chamou o projeto de “BlackBelt”, a do Japão, “Dural”. No fim, o projeto japonês foi superior e virou “Katana”, sendo finalmente chamado, após finalizado, de Dreamcast (contração de “dream broadcast”, numa livre tradução, “transmissor de sonhos”).

Como foi

Dreamcast, o “transmissor de sonhos”

O Dreamcast tinha mesmo pinta de videogame dos sonhos. O console obliterou seus concorrentes no que diz respeito a capacidade de processamento, sendo o primeiro console 128 bits da história. O tipo de disco de armazenamento, o GD (Gigabyte Disc) permitia inserir não apenas mais dados do jogo em si, como também trilhas sonoras muito mais elaboradas e muito mais vídeos e animações (o que posso comprovar, já que tenho um). Também foi o primeiro videogame a apresentar gráficos em resoluções de alta definição nativamente (480p). Até os memory cards do sistema, os VMUs (Visual Memory Unity), traziam funções adicionais, pois tinham uma tela LCD que servia de auxilio durante o jogo, mas também podiam armazenar mini-games, às vezes até liberando itens e códigos especiais nos jogos que estavam salvos. E diferente da estratégia “tatanka” do lançamento do Saturn, a Sega dessa vez caprichou no marketing: comprou os direitos de propaganda do VMA, o famoso evento da MTV Americana, onde despejou anúncios o tempo todo, além de caprichar na lista de títulos para o console. A plataforma era de arquitetura simples e fácil de programar, mas com um hardware poderoso, o que garantiu o apoio de softhouses que nem sempre foram simpáticas à Sega em seus consoles anteriores. Com o Dreamcast, já tínhamos Tecmo (Dead or Alive 2), Namco (Soul Calibur) e Capcom (Resident Evil: Code Veronica) na lista dos jogos de entrada, além de excelentes produções da própria Sega (Crazy Taxi, Sonic Adventure, Shenmue) e ótimos games de thirdy parties menores (Blue Stinger). Se as programadoras quisessem trabalhar até na plataforma Windows, era possível, já que o Dreamcast dava suporte à Windows CE, fruto de uma parceria entre Sega e Microsoft. A Capcom, inclusive, era uma das grandes apoiadoras do sistema.

VMU, a mais bacana unidade de memória para videogames já feita

O grande trunfo do Dreamcast, no entanto, era a promessa de conexão remota entre os videogames via internet. Se hoje isso parece comum, na época foi bombástico, já que nenhum videogame oferecia tal possibilidade e uns poucos jogos de PC ofereciam este recurso. Mas tem mais: a ideia é que a interface Dreamcast fosse compatível com PC, ou seja, se você tivesse no PC um game da lista do Dreamcast, poderiam jogar on-line. Isso realmente se consumou, sendo o exemplo máximo o jogo Phantasy Star On Line, que permite suporte para interagir em rede com usuários de PC, XBox e até com o GameCube, sendo o primeiro jogo a oferecer suporte on-line para 4 plataformas diferentes. Com tudo isso, o sucesso do lançamento, em novembro de 1998, foi avassalador: vendas esgotadas logo no primeiro dia no Japão, 150.000 unidades. O lançamento dos EUA não foi muito diferente, com 300.000 unidades vendidas no primeiro dia e mais de 500.000 unidades apenas no lançamento, recorde de venda de consoles no mais curto espaço de tempo até hoje.

A Sega estava na crista da onda e parecia mesmo que o jogo estava virando. Mas alguns problemas, inicialmente pequenos, começaram a complicar a situação do console, logo após o lançamento. A Sega não conseguiu entregar a quantidade de aparelhos que estava sendo demandada, já que não houve pré-venda, de maneira que as encomendas começaram a acumular e, mesmo com ótimos números, as vendas não atingiram a projeção mínima para não virar prejuízo. Embora as desenvolvedoras de games gostassem muito da plataforma, as publishers, que são os investidores que injetam dinheiro no desenvolvimento de um jogo, continuavam com um pé atrás em relação à Sega por causa do fiasco do videogame anterior, o Saturn, que demorava demais a receber títulos e afastava investimentos, o que levou a um boicote velado da parte delas, de forma que mesmo com um ótimo hardware, dessa vez faltou o software. Mas a pior parte foi em relação à internet. O Dreamcast vinha com um modem 56K, o que tinha mais relação com o mercado japonês, mas o custo de manutenção da rede on-line no Japão se tornou inviável sem a venda de consoles suficiente para justificar o investimento. Nos EUA a coisa não foi muito melhor, pois a maioria das conexões já era ADSL, mas a matriz japonesa demorou demais a arredar o pé e lançar um adaptador de banda larga, o que atrasou a efetivação da rede do Dreamcast em 1 ano.

Phantasy Star On Line, o primeiro game “tetraplataforma” em rede

O lançamento adiantado do Dreamcast, embora a princípio uma boa jogada, também teve seu lado ruim. Com todos esses atrasos, a Sony foi pacientemente desenvolvendo o Playstation 2, que ganhou um hardware ainda mais poderoso, retrocompatibilidade com o PS1 e uma mídia de maior capacidade e de mercado (DVD). Assim, mesmo com um lançamento inicial tímido, com uma lista ínfima de jogos, o PS2 ganhou mercado rapidamente e, com pouco tempo, se tornou o videogame mais vendido até hoje.

Com tudo isso, a Sega não resistiu e não apenas decretou o fim do Dreamcast em Março de 2002, como também sua saída do mercado de consoles. Vários jogos do Dreamcast foram portados para o PS2 (embora com qualidade pior, acredite) e a Microsoft visualizou um mercado interessante, lançando, com parceria na produção de jogos da própria Sega, a primeira versão do Xbox e entrando de vez no mercado de consoles.

Triste, mas… e se a história fosse um pouquinho diferente?

E se o império contra-atacasse?

O Dreamcast tinha tudo para ser o videogame mais popular do mundo e a tábua de salvação da Sega no mercado de consoles, e não chegou a isso por pura ironia do destino. Para imaginarmos isso, vamos mudar duas coisinhas que aconteceram e vejamos como a realidade se altera.

Joystick. A novidade é que o console não precisava de multi-tap, pois tinha 4 entradas

Se a rede Dreamcast já tivesse funcionado de cara e permitido jogos on-line, isso provavelmente já daria o boost que a Sega esperava nas vendas do console, o que a permitiria fazer novos investimentos em jogos, expansões e acessórios, conseguindo atrair novamente as publishers, tudo isso com uma grande folga em relação ao lançamento do PS2, quando o Dreamcast já estaria consolidado no mercado. E se a parceria com a Microsoft fosse algo mais ousado do que foi, é bem possível que a empresa de Bill Gates fizesse um investimento massivo até mesmo no desenvolvimento do console, firmando uma parceria na parte de hardware também, o que poderia criar um videogame ainda mais amigável para se programar.

Nessa situação, o que provavelmente aconteceria é que a Sega novamente se firmaria no mercado de consoles, brigando de igual para igual com Nintendo e Sony, além de atrair outras desenvolvedoras maiores, como Konami, EA, Square, entre outras.

A parceria Sega / Microsoft, uma vez consolidada, provavelmente faria que o Xbox nem mesmo saísse do papel, mas que os investimentos se voltassem para uma nova versão do Dreamcast. Já imaginou um Dreamcast 2 ou Dreamcast 360? Provavelmente isso faria com que outros consoles de 6ª Geração como PS2 e GameCube tivessem vida mais curta, pois sendo o Dreamcast um aparelho inovador já no final de 1998, sua segunda versão certamente traria novidades ainda mais inovadoras, obrigando os concorrentes a adiantar seus lançamentos e assim fazendo com que a evolução dos consoles fosse acelerada.

Rolaria um Dreamcast 2?

Outra coisa que certamente seria evoluída de forma diferente seria o sistema de jogos on-line. Com a rede do Dreamcast bombando, não faria nenhum sentido lançar um videogame que já não agregasse essa função, de forma que os fabricantes de consoles teriam que investir em redes e internet muito mais cedo, tornando o universo on-line mais acessível e rápido bem antes, popularizando o uso da internet.

De volta à realidade

Infelizmente, no final o Dreamcast teve vida curta. Nem seu excelente hardware, ótima lista inicial de jogos, acessórios diferenciados, gráficos surpreendentes e qualidade sonora superior foram suficientes para sustenta-lo. Vez por outra acontece aquele burburinho na internet, de

um “Dreamcast 2”, que vai sair, vai ser foda e talz, mas no final ou é puro e simples boato ou é alguma loucura que caras que gostam de refazer o design das coisas. Isso pelo menos mostra que o caminho tomado pela Sega não estava de todo errado. Quem tem um Dreamcast geralmente ama o videogame de paixão, o que serve para demonstrar que não é difícil reconhecer o quanto ele era bom e só não emplacou por um acaso do destino.
No final, a má fama da própria Sega foi o atestado de óbito do Dreamcast. E tudo não passou de um sonho.

(Agradecimentos ao Bruno Gonçalves por sua análise histórica do Dreamcast, que me ajudou bastante).

Flavio Master

Retrogamer assumido, técnico em eletrônica, leitor de livros e quadrinhos, empreendedor individual, eventual colecionador de videogames e amante da cultura gamer em geral. Mas apanho um monte pra usar um tablet…

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  1. leandro alves
    8, junho, 2012 em 10:59 | #1

    bacana e triste esse Post, eu pouco joguei Dreamcast na minha adolescência. mas dizem que foi devido a produção do game Shenmue. que estava sendo feito desde a era Saturn. parece que foi 100 milhões de dólares para produzi-lo. embora seja um jogo que qualquer fã da Sega tenha que jogar, muitos na época não o queriam. foi lançado um Shenmue 2 no Xbox, mas também não obteve sucesso. era para ser uma saga de três jogos….

    ainda bem que tenho meu velho Dreamcast com alguns games valiosos. com SF3 Third Strike e o remake do Daytona

    • Flavio Master
      9, junho, 2012 em 14:12 | #2

      Shenmue custou 16 milhões de dólares para ser produzido. A Sega previa cobrir os custos com a venda de 2 milhões de unidades, mas com muito custo passou de 1 milhão, ou seja: Preju!

  2. 8, junho, 2012 em 13:11 | #3

    Tema muito interessante. Tenho uns dados separados aqui para um futuro post no PS que indicam que se o Dreamcast não tivesse sido morto tão rapidamente pela SEGA, ele poderia sim ter dado a volta por cima e se firmado como um grande console.

    Infelizmente sobre o Dreamcast 2, o que tivemos até hoje foram apenas rumores. Não acredito que hoje a SEGA, sozinha, lançaria um novo console. No futuro, quem sabe?

  3. 8, junho, 2012 em 15:26 | #4

    Que história triste a do Dreamcast! Esse era um console que tinha tudo pra dar certo. Não tem como negar que ele tinha muito mais capacidade do que os consoles da época, mas parece que juntou um pouco de azar com falta de planejamento e deu nisso. Uma pena! Gosto muito dos jogos da Sega até hoje.

    • Flavio Master
      9, junho, 2012 em 14:20 | #5

      O mais chato da história que eu acho é o fato do Dreamcast ter sido queimado pelos erros cometidos no Saturn. Outra coisa que li é que o Dreamcast é, até hoje, o videogame que tem a lista de jogos com melhor avaliação de publicações especializadas. A média de notas, pegando toda a relação de jogos do console, é de 85%, o que pra mim é muito impressionante.

      • 9, junho, 2012 em 21:37 | #6

        Não é á toa que muitos deles estão sendo relançados, o Dreamcast realmente tinha ótimos jogos. Uma série que eu gostaria muito de ver relançada agora é Shenmue, apesar de achar que as chances disso são baixas.

  4. 8, junho, 2012 em 19:28 | #7

    Me lembro quando eu era criança….e tinha um super nintendo….eu ia em uma locadora perto da minha casa com o meu primo só para jogar o Crazy Taxi e o Sonic no Dreamcast….o grafico erea muito bom bem colorido top para epoca!

  5. Eduardo Casola Filho
    9, junho, 2012 em 01:13 | #8

    O console era sem dúvida um dos melhores, mas foram estes pequenos detalhes que mataram tanto ele, quanto os gastos da Sega. Uma lástima

  6. 9, junho, 2012 em 08:51 | #9

    Dreamcast, "sonho de transmissão" foi literalmente um sonho pra mim, fã irreparavel de resident evil, aguardei ansiosamente o lançamento do console e do jogo da capcom, não tive chance de ter o console, mas lembro vividamente de ir a uma locadora próxima a minha casa jogar code: veronica feliz da vida. Joguei alguns outros ótimos títulos para o console, mas só fui investir mesmo no PS2.

    Eu não sabia que o Phantasy Star online se conectava em uma rede multiplataforma online, com PC's/Xbox e Game cubes, legal isso, hoje em dia ainda não existe esse tipo de interoperabilidade entre jogos de outros consoles.

    Sobre o Dreamcast 2, mesmo sendo praticamente impossível e inviável de a Sega investir algum dia, isso não impediu um fã de criar um conceito muito interessante de como seria o Dreamcast 2, o curioso são os controles do conceito, celulares e tablets, o kotaku postou umas imagens dele aqui: http://www.kotaku.com.br/eis-o-dreamcast-2-que-nu

    no mais, excelente artigo, triste mas legal relembrar e saber de algumas coisas que não sabia sobre o Dreamcast.

  7. 9, junho, 2012 em 15:02 | #11

    O problema todo para imaginar esse cenário é que a história da SEGA é muito cheia de “se”, para o Dreamcast ter dado certo, muita coisa feita antes teria que ter sido feita diferente.

    Mesmo se forçamos a barra e o Dreamcast não tivesse parado, ele seria um console muito problemático nas mãos da SEGA, pois não suportaria muitos dos futuros jogos multiplataforma, afinal o seu hardware era bom, porém inferior até mesmo ao do PS2 de um modo geral. Um exemplo disso foi o cancelado Soul Reaver 2, que os desenvolvedores ficaram aliviados quando isto aconteceu pois estavam tendo muitas dificuldades em manter o mesmo nível para DC e PS2. O efeito seria algo semelhante ao que acontece com a Nintendo e Wii, que não recebe vários jogos das terceiras por conta de limitação de hardware, porém ao diferente desta, a SEGA estaria brigando pelo mesmo público das concorrentes.

    Fora que a estratégia da SEGA foi muito suicida, a venda de consoles para ter lucro teria que ser muito grande em um cenário totalmente desfavorável, fora o prejuízo imenso que foi Shenmue. A impressão que eu tenho é que os caras lá dentro tocaram um “foda-se” e resolveram fazer o que podiam de melhor, mesmo que isso fosse a última coisa, o que de fato aconteceu.

    • Flavio Master
      9, junho, 2012 em 16:51 | #12

      Eu penso que a Sega partiu pro tudo ou nada. Lembrando da Sega do Mega Drive, convenhamos que ela até sabia se virar, mas no MD havia o problema dos contratos de exclusividade, enquanto esse não foi o problema do Dreamcast. E se ele tivesse feito sucesso, certamente já brotaria um projeto para uma nova plataforma.

      Vou mais na teoria da Sora mesmo, o que matou o DC foi um misto de azar com falta de planejamento.

  8. 9, junho, 2012 em 15:41 | #13

    O DC era o meu sonho de consumo naquela época, só pude ter mais contato com o console em 2002, depois que ele foi descontinuado. E mesmo assim ele está no meu Top 5 de plataformas preferidas.

    Há 5 anos, fiz uma "realidade alternativa" semelhante, mas bem mais louca, no meu finado blog. Quem quiser dar umas risadas, pode ver aqui: http://budrush.wordpress.com/2007/07/04/exclusivo

    • Flavio Master
      9, junho, 2012 em 16:44 | #14

      Bwahahahahahahahaha, credo cara, você não pensou num futuro alternativo, pensou logo no Apocalipse gamer! Adorei, sensacional.

      Sabe, desde que comprei o meu, ainda joguei pouco, embora ele tenha uma porrada de jogos, mas o pouco que joguei me empolgou muito (fora os jogos do Sonic que, putz…), você percebe como o videogame e os jogos são bons. Ainda quero investir mais tempo no DC.

  9. Giulian Vaz
    9, junho, 2012 em 23:05 | #15

    Tenho ótimas lembranças do Dreamcast, dias e dias investidos em Street Fighter: 3rd Strike, Crazy Taxi, Skies Of Arcadia, Death Crimson (que me deixava quase cego com alguns efeitos de luz hahaha, até os loadings eram assim) e muitos, muitos outros.
    Dreamcast tinha também uma boa quantidade de shmups de qualidade, como fã do gênero foi o motivador pra comprar o console
    O bom é que muitos deles foram lançados depois para PS2 em compilações das séries.
    O interessante é ver que um dos maiores problemas do Dreamcast, foi também seu jogo mais marcante, Shenmue. Até hoje o jogo continua impressionante, até em comparação com o primeiro Yakuza, que tem mecânica semelhante, envelheceu bem.

  10. JJ abc
    14, junho, 2012 em 18:56 | #16

    Achei fraco o artigo.

    A SEGA anunciou o abandono do DC e tornou-se somente softhouse em janeiro de 2001 e não 2002. E Phantasy Star Oline nunca foi suportado oficialmente multiplataforma. A conexão entre plataformas diferentes só é suportada através de servidores feito por fãns, de forma bem tosca. Ah e o modem lançado inicialmente no Japão era de 33.6k e não 56k.

    E assim vai indo.

    • 14, junho, 2012 em 19:34 | #17

      Na verdade o Dreamcast foi descontinuado em Março de 2001 e o suporte ao console se encerrou ao final de 2002.

      Sobre o modem, o console original asiático realmente tinha uma transferência de 33.6kbps. A partir de 9 de Setembro de 1999 ele ganhou um modem de 56kbps nos EUA e Japão.

    • 14, junho, 2012 em 19:43 | #18

      Sobre Phantasy Star Online, segundo a Wikipedia:

      "Após sua primeira versão para Dreamcast, em 2000, foi lançada em 2001 uma segunda edição, chamada Phantasy Star Online ver.2 (PSO V2) jogo que surgiu no Dreamcast e apareceu no Computador (PC) mais tarde ( PSOPC )( … ) Com o seu sucesso, outras versões foram lançadas.

      Phantasy Star Online Episode I & II saiu para Gamecube (PSO Ep I&II ou PSOGC) e Xbox (PSO Ep I&II ou PSOX B ) em 2002, apesar do nome passar a impressão de serem 2 jogos separados na verdade é apenas um jogo"

  11. Gamer Caduco
    15, junho, 2012 em 20:07 | #19

    Cara, que post fantástico!
    Vou te falar que eu não conhecia muito bem toda essa história do DreamCast, as coisas aqui no Brasil sempre tiveram o rumo dos dois primeiros consoles da Sony e eu acabei acompanhando isso. Não sei se foi bom ou se foi ruim, mas foi assim que aconteceu comigo.
    Queria muito que o console tivesse emplacado, sempre gostei muito da SEGA e acredito que ela desenvolvia melhor os jogos quando era para consoles próprios. E eu teria jogado ele mais, só joguei uma vez e sou louco pra ter um em algum momento da minha vida, mas infelizmente não sei se vai acontecer.
    As suas idéias de como as coisas aconteceriam fazem sentido para mim também. Uma pena que de certa forma a SEGA não teve tanta sorte e, como vc disse, "tudo não passou de um sonho" mesmo.
    Quem sabe um dia um novo console da empresa? Eu gostaria que sim, nem que seja em parceria com Microsoft ou quem sabe até a Nintendo? Sonhar não custa nada.
    Abraço

  12. Acid
    26, junho, 2012 em 01:41 | #20

    Eu fiz um post com um futuro alternativo pra SEGA na época do sucessor do Mega Drive (que devia ter saído antes do SNES). É uma época que eu penso muito a respeito, e a Sega perdeu o barco ali http://www.saindodamatrix.com.br/mob/archives/201

    Depois foi só prejuízo

  13. themetalhero
    27, junho, 2012 em 17:35 | #21

    Muito boa a matéria, a primeira vez que vi o Dreamcast, foi com Soul Calibur e não acreditei no que vi, talvez nunca tenha ficado tão impressionado com um console, nem com o Ps2 ou Xbox. Nunca cheguei a ter um, mas joguei muito e jogo até hoje em relançamentos ou emulador.

  14. Leonardo Bandeira
    23, julho, 2012 em 09:59 | #22

    o dreamcast 2 é o XBOX ;oo

  15. LexSeifer
    11, dezembro, 2012 em 22:40 | #23

    O Dreamcast nunca foi um console de 128 bits, apesar do alarde. pouco tempo depois essa informaçõa foi desconfirmada, pois ele tinha na verdade dois processadores de 64 bits, o que não o tornava um console de 128 bits, mas por dividir as operações entre esses dois chips, agilizava muuuuito o trabalho com os gráficos, mas tinha suas limitações(exatamente por ser um 64 bits real). Era na verdade um super 64 bits. Fora isso, adorei sua matéria.

  16. Gabriel Alves
    16, fevereiro, 2013 em 21:33 | #24

    "onde o Dreamcast se tornou o mais aclamado videogame já feito pela humanidade (putz, que exagero!)"
    Cara, e se eu lhe disser que estás errado? De forma alguma isso seria um exagero pois, metade dos adolescentes que tem entre 10 e 14 anos nunca nem tocaram num Dreamcast, pra vc ter idéia quando falamos hoje pra as crianças como eram os jogos antigamente elas imaginam aqueles jogos pixelados mas que faziam a minha diversão e provavelmente de todos os gamers daqui, e quando falamos no DreamCast? Eles provavelmente vão pensar num console feio, com controle de 2 botões e tall mas quando mostramos a qualidade gráfica e o controle (que mais parece uma nave de star wars rsr) eles ficam estasiados e ainda perguntam o pq de num ter dado certo. Mas se falarmos hoje com pessoas de 18 anos (minha idade) pra cima elas vão falar: Caraca véi bons tempos dos 128 bits onde a Sega em um certo tempo desbancou o play 1 porém, perdeu pro play 2, não por questões de gráficos mas sim por decadência dos jogos. Uma coisa lhe digo o DreamCast se tivesse vivo até agora (Que Deus o Tenha) kkkk com toda certeza ele desbancaria o Xbox e Play 3 pq provavelmente iria ter uma melhora no Gráfico e designer do console. Conclusão: O Dreamcast foi pra mim o melhor console já feito depois do Play 3 e Xbox e com certeza pra muitos aqui presentes.
    Ótimas matérias cara, parabéns… abraço!

  17. helisonbsb
    26, fevereiro, 2014 em 15:37 | #25

    bons tempos de sega saturn, sega cd, 32x, mega drive e dreamcast,,,,bons tempos da sega….lembro de quando vi o mega drive pela a primeira vez,, fiquei impressionado com os gráficos e música do jogo altered beast,,,, mega cd,,,foi o primeiro video game de cd que tive contato: earnest evans foi o jogo,,,fiquei impressionado com as telas animadas e o som da guitarra instrumental do jogo, 32x com o jogo star wars e virtua racing deluxe,,,,cara muito louco mesmo,,,,a sega deveria ter mais jogos de 32x,,,foi muito mal aproveitado e já foi de cara para o saturn, desprezando de vez o 32x,,,,os caras queria re$ultado de imediato,,,,e o sega saturn,,,lembro que só pessoas previlegiadas(filhinhos de papai e ricos) tinham o video game,,,lembro de comentários dizendo e até testemunhei que determinados jogos do saturn era melhor do que a versão playstation: resident evil, thunder force v e existiam comparações com o jogo virtua cop com time crisis da sony….para falar a verdade virtua cop do pc é o melhor de todos,,,,e a briga entere daytona usa e ridge racer da sony,,,,,era uma batalha e tanto e a nintendo tentando entrar no meio dessa briga que praticamente foi a nitendo que criou(deu um pé na sony que queria integrar o playstation na nintendo),,,,brigas a parte, duelos e comparações,,,mas tudo isso também era muito caro para o meu bolso e o bolso de muitos,,,quando chegou o dremcast,,,ai eu fiquei mesmo só no super nintendo mesmo e o sega cd,,,,tava muito caro,,,era show,,,joguei alguns titulos do dreamcast, fiquei mesmo no nintendo 64 e só e depois avancei de vez no pc mesmo,,,era mais barato,,,,,,a verdade que a falta de projeto, gestão e fome de dinheiro foi o que acabou com a sega,,,,praticamente a sega foi quem criou esses consoles de hoje em dia,,,sonic até hoje acho que é o persongem da sega com mais jogos criados até hoje,,,,seria bom ter o retorno da sega na parte hardware da vida,,,,,adorava mesmo os jogos da sega,,,,bons tempos!!!dukaralho mesmo

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