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Passagem Pirata #05 – Jogos da SNK para o NES

A PassagemPirata2

A partir do resultado da enquete, vamos começar as três séries especiais sobre os jogos da SNK que foram lançados para o NES de forma não oficial. Embaixo teremos mais uma enquete, com a disputa envolvendo Street Fighter e Mortal Kombat publicados para o NES.

Antes, o resultado da última enquete:

Jogos Total de votos Percentagem
SNK (KoF, FF, WH e SS) 19 38.78%
Mortal Kombat 16 32.65%
Street Fighter 14 28.57%

Essa série tem uma motivação especial: exibir vários jogos de uma franquia que não recebeu títulos oficiais no NES, mas que os piratas tiveram o cuidado de fazê-lo. Aqui, o jogo será abordado com menos detalhes que um Passagem Pirata normal de forma que ele seja ampliado no futuro com um post exclusivo para o jogo. Uma observação importante sobre os vídeos abaixo é que eles são tercerizados, ou seja, nenhum deles foi upado por mim. Caso algum deles esteja fora do ar, nos avise. A vitória da SNK na primeira enquete me surpreendeu e a segunda parte abrangerá Street Fighter ou Mortal Kombat, enquanto isso vamos para os jogos da SNK:

Fatal Fury 2


Lançado pela Cony Soft (também conhecida como Yoko Soft) em 1993 contém apenas esses personagens: Terry Bogard, Andy Bogard, Mai Shiranui, Kim Kaphwan, Cheng Sinzan e Lawrence Blood, sendo que Blood pode estar na versão ou não, dependendo de qual ela seja. Ele aproveita a engine do Street Fighter II publicado pela mesma software um ano antes, no caso, ele não conta com a mudança de planos comum em Fatal Fury. O HUD alterna de cor entre as fases devido a um glitch comum nos jogos da Cony e os cenários dos personagens -clone (ou seja, os com nomes falsos) são recolorações dos cenários dos personagens comuns. Esse Fatal Fury 2 tem algo em especial para essa seção, é a única adaptação de um game da SNK a ter ganho as páginas de uma revista de videogame brasileira. Confira aqui. Aliás, esse artigo será atualizado em breve.

Garou Densetsu Special


Jogo feito pela taiwanesa Hummer Team em um ano desconhecido (provavelmente, 1994 ou posterior). Ele também aproveita a engine do Street Fighter II, mas é um jogo bem melhor que o Fatal Fury II acima. Ele apresenta oito lutadores, todos selecionáveis: Kim Kaphwan, Tung Fu Rue, Wolfgang Krauser, Ryo Sakazaki, Terry Bogard, Andy Bogard, Joe Higashi e Mai Shiranui, os personagens não possuem seus próprios estágios, sendo que a luta pode ocorrer em qualquer um dos cenários. Os gráficos são excelentes, inclusive com Parallax e fundo de tela deslocável. Os sons vêm de Street Figter IV (o de NES) e Kart Fighter e os personagens têm nomes estranhos: Terry Bogard virou “Terry Bogaro” e Andy Bogard aparece como “NT Kau Lok”. Os HUDs foram adotados também em Street Fighter Zero 2′ 97 e Tekken 2.

The King of Fighters ’96


Jogo lançado pelo Hummer Team em 1998 e contém sete personagens diferentes (o que é uma ironia, considerando que o jogo original é baseado em trios). Os gráficos do jogo são bons, apesar da pouca variedade de personagens. Na rom do jogo existem cerca de 20 nomes de personagens, ando a entender que 13 personagens foram cortados, o jogo também teria cutscenes, mas somente duas permanecem. No cenário do Japão há uma menção a Athena, mas a personagem não está no jogo. A jogabilidade deste tambném é mais semelhante a Street Fighter que propiramente a The King of Figthers, já que não possui barra de POW, assim como há a presença de músicas do Street Fighter II de NES.

The King of Fighters ’97


Jogo lançado pela Rex Soft sediada em Taiwan e que também foi batizado no cartucho pelo nome Colour 2001 Streetfighter II, o que dá a indicar que foi produzido em 2001. Esse, pelas minhas contas contém doze personagens diferentes (diferentes em parte, já que os golpes são de certa forma parecidos) e é mais um jogo disponível com a engine do Street Fighter II. The King of Fighters, apesar de nunca ter sido publicado para um console caseiro teve versões do jogo para NES, Game Boy e Mega Drive. Voltando ao jogo, ele possui gráficos muito inferiores ao TKoF96 citado acima, mas mais coloridos, os cenários somente lembram os do jogo original (o TKoF97). É tudo muito colorido, mas na jogabilidade, ele mistura ações lentas (quando o personagem anda) e rápidas (quando ele pula). Os golpes também são impossíveis de serem realizados. Existem versões com e sem chefe final (Goenitz).

Wu Shin Hu (Samurai Shodown)


Também da Rex Soft, produzido em 1995. Trata-se de uma adaptação do primeiro Samurai Shodown apesar quee stão disponíveis apenas quatro personagens (dobrados): Haohmaru, Nakoruru, Ukyo e Charlotte. Lembra mais o Samurai Shodown que o jogo abaixo por dois motivos: Há a comemoração e a preparação antes da luta e também há o aviso de Ippon após o final desta. Os gráficos são bons e o som, bizarro. No mais, é uma versão do Street Fighter II também. As armas não se soltam e é um jogo normal de luta.

Shin Samurai Spirits 2 – Haoumaru Jigoku Hen


Jogo produzido por uma produtora desconhecida (talvez a Rex Soft) de 1996 para sempre, contém apenas 5 personagens e adivinhem… Sim, ele usa a engine do Street Fighter II (isso vaiser uma cosntante nos próximos dois especiais também). Esse possui uma jogabilidade melhor que muitos dos jogos citados acima. Conforme o nome diz, ele é baseado no segundo jogo da série Samurai Shodown, apesar que só apresenta personagens do primeiro jogo e os cenários, sim, são do segundo. O encerramento do jogo possui duas belas artes, uma do personagem e outra de Jubei transformando em Mizuki.

World Heroes 2


Mais um jogo produzido pela Cony Soft em 1994, que faz uso da própria engine dos jogos de luta da Cony. Apesar do nome, ele nada tem a ver com a série dos jogos de luta conhecida como World Heroes. O jogo é na verdade, uma compilação de 12 personagens de jogos diferentes: Ryu, Chun-Li e M. Bison (Vega) de Street Fighter II; Mario e Koopa (Bowser) de Super Mario Bros; Laurence Blood, Andy Bogard e Mai Shiranui de Fatal Fury; Sonic de Sonic the Hedghehog; Leonardo de TMNT; Hagar de Final Fight; Goku de Dragon Ball Z. Personagens de Fatal Fury e Street Fighter vêm de outros jogos piratas da mesma produtora, o Sonic tem os movimentos do Blanka (rolling attack e electroshock). Uma curiosidade é que o jogo existe com tela título japonesa e também há uma versão “Pro” que só ganha uma tela de opções com sound test e também com a opção de invencibilidade para o personagem do jogador.

Vamos a mais um confronto. Dessa vez, teremos um confronto entre duas séries de jogos piratas para o NES: Street Fighter e Mortal Kombat e seguirão a mesma estrutura desse artigo. Como Mortal Kombat ficou em segundo lugar na enquete anterior, ele terá a vantagem do empate.

Sou professor de História, que também joga improvisionado em Geografia. Gosto muito de games alternativos, jogos que muitas vezes seguem o fora do padrão, assim como os piratas.

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Categories: Nes, Passagem Pirata
  1. 9, junho, 2013 em 18:50 | #1

    Realmente a jogabilidade desses jogos pode até ser zoada, mas achei impressionante as aberturas nos jogos da Rex Soft, em especial as dos KoF, muito bem feitas considerando as limitações do NES.

    • Talude
      14, junho, 2013 em 05:09 | #2

      De fato, haviam programadores de dois tipos quando produziam jogos não licenciados: os preguiçosos e os dedicados. Eles se dedicaram muito na hora de reproduzir o jogo, mas não em corrigir a jogabilidade. Os programadores de SFIII se dedicaram em ambos e produziram um jogo legal.

  2. leandrobelmont
    12, junho, 2013 em 14:02 | #3

    poxa, cade o link para eu ver essas pérolas no meu PC?

  3. fabiano
    21, outubro, 2013 em 15:45 | #5

    po na minha epoca de muleke pagaria bem por um jogo destes

  4. helisonbsb
    16, novembro, 2013 em 21:24 | #6

    bons tempos de 8 bits,,,,gostava dessas versões capitão gancho da vida!!!!

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